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Exame Invest 27 de out. de 2026

Lula vence em 2.875 cidades e Flávio Bolsonaro, em 2.695; veja mapa

Presidente teve maior presença no Nordeste, enquanto senador venceu na maioria dos municípios do Sul e do Centro-Oeste; candidatos empataram em uma cidade do Paraná (Renato Pizzutto/Band/Montagem EXAME/Divulgação) Repórter Publicado em 27 de outubro de 2026 às 07h33. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em 2.875 municípios brasileiros no segundo turno das eleições de 2026, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi o mais votado em 2.695 cidades. Os candidatos empataram em Marquinho, no Paraná, onde cada um recebeu 1.530 votos, o equivalente a 50% dos votos válidos. O mapa abaixo mostra o resultado da disputa presidencial nos 5.571 municípios brasileiros. Em vermelho, estão as cidades em que Lula recebeu mais votos; em azul, aquelas em que Flávio Bolsonaro venceu. Quanto mais intensa a cor, maior a margem de votos válidos entre os candidatos. Veja no mapa como ficou a distribuição dos votos por cidade no segundo turno das eleições de 2026. O resultado nacional confirmou a reeleição de Lula. Com 100% das urnas apuradas, o presidente recebeu 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro somou 59.826.041 votos, ou 48,21%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A distribuição dos resultados variou entre as regiões do país. Lula venceu na maioria dos municípios do Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro foi o mais votado na maior parte das cidades do Sul e do Centro-Oeste. Em quais cidades os candidatos viraram o resultado? O segundo turno também alterou o resultado da disputa em parte do país. Lula virou o jogo em 211 municípios em relação ao primeiro turno. Flávio Bolsonaro conseguiu a virada em apenas uma cidade. Onde Lula e Flávio tiveram mais votos? O município com a maior proporção de votos para Lula foi Carnaubeira da Penha, em Pernambuco. O presidente recebeu 92,3% dos votos válidos na cidade, mais de 9,4 mil votos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 786 votos, o equivalente a 7,7%. Já o melhor desempenho proporcional de Flávio Bolsonaro ocorreu em Nova Pádua, no Rio Grande do Sul. O senador conquistou 90,6% dos votos válidos, cerca de 1,8 mil votos. Em qual cidade Lula e Flávio empataram? O único empate do segundo turno ocorreu em Marquinho, no Paraná. Os dois candidatos receberam 1.530 votos cada, o equivalente a 50% dos votos válidos. O município fica a cerca de 400 quilômetros de Curitiba. Mais de Brasil PL reconhece vitória de Lula, mas cobra esclarecimentos sobre medidas eleitorais Sigla questionou o aumento dos gastos públicos com benefícios sociais antes da votação, defendendo que essas medidas levantam dúvidas sobre a igualdade na disputa e que podem ter consequências econômicas para o país Flávio Bolsonaro muda discurso e agora fala em pedido de cassação da chapa de Lula Após dizer que pediria a anulação da eleição, senador derrotado acusa o PT de abuso de poder político e econômico; Flávio também afirma ter sido proibido de deixar o país por decisão de Moraes Augusto Cury parabeniza Lula pela vitória e pede que presidente governe para 'todos os brasileiros' Ex-candidato à Presidência disse respeitar o resultado das urnas, mas voltou a defender que um quarto mandato dificulta a renovação de ideias Moraes determina que Flávio entregue passaportes em 24 horas e proíbe contato com Willer Tomaz Decisão de Alexandre de Moraes também impede senador de deixar o Brasil; os dois são investigados por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas. Flávio foi intimado nesta manhã

Exame Invest 27 de out. de 2026

Vibra e Petrobras: o que a reeleição de Lula muda na disputa pela marca BR

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva manteve a distribuidora Vibra diante da perspectiva de perder, em junho de 2029, a licença para usar a marca BR da estatal Petrobras, que não pretende renovar o contrato nos termos atuais. As empresas divergem sobre o prazo do plano de descontinuação, enquanto a Petrobras planeja voltar à distribuição de combustíveis. A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva frustrou uma expectativa nos bastidores da Vibra: a de que uma mudança de governo pudesse abrir espaço para rever os planos da Petrobras para a marca BR e seu retorno à distribuição de combustíveis. No mercado, a percepção era de que uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia tornar essa conversa mais favorável. O resultado mantém a companhia diante de uma negociação sensível. A licença para usar as marcas da Petrobras vence em junho de 2029, dentro do próximo mandato presidencial. A estatal já comunicou que não pretende renovar o contrato nos termos atuais. Também anunciou a intenção de voltar à distribuição, atividade da qual está afastada por uma cláusula de não concorrência com a Vibra até meados daquele ano. Saiba antes. Receba as notícias do INSIGHT no seu WhatsApp Uma eventual troca de governo não asseguraria a renovação. Poderia, porém, trazer outra orientação para a Petrobras e permitir uma reavaliação dessas decisões. Com a continuidade de Lula, essa possibilidade perde força — embora a negociação entre as empresas permaneça possível. O assunto já produz divergências. Em resposta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em 15 de outubro, a Vibra informou que as duas companhias seguem sem um entendimento sobre o prazo para apresentar o plano de descontinuação das marcas. A Petrobras cobra o documento; a distribuidora considera sua apresentação prematura, uma vez que o contrato continua em vigor até 2029. Após vitória de Lula e circuit breaker, Gavekal vê oportunidade no tombo dos ativos brasileiros A discussão vai além da troca de identidade visual dos postos. A Vibra opera uma rede de cerca de 7,5 mil estabelecimentos sob a bandeira Petrobras. Preservar essa associação ou preparar uma transição envolve o relacionamento com os revendedores e o reconhecimento da marca pelo consumidor. Ainda há tempo para uma composição. O aviso da Petrobras se refere à não renovação nas condições vigentes, e o vencimento do contrato não significa uma retirada simultânea das marcas de todos os postos: há regras específicas de transição. A Petrobras não retornou aos contatos do EXAME Insight. A Vibra diz que não comenta. 'Perguntas frequentes' A continuidade de Luiz Inácio Lula da Silva reduz a possibilidade de uma mudança de orientação na Petrobras que favoreça a revisão dos planos para a marca BR. A negociação entre Vibra e Petrobras, porém, ainda pode resultar em uma composição. A licença da Vibra para usar as marcas da Petrobras vence em junho de 2029. A estatal já comunicou que não pretende renovar o contrato nas condições atuais. Sim. A Petrobras anunciou a intenção de retornar à distribuição de combustíveis, atividade da qual permanece afastada por uma cláusula de não concorrência com a Vibra até meados de 2029. Em resposta à Comissão de Valores Mobiliários em 15 de outubro, a Vibra informou que as empresas não chegaram a um acordo sobre o prazo para apresentar o plano. A Petrobras cobra o documento, enquanto a Vibra considera a entrega prematura porque o contrato permanece vigente até 2029. A Vibra opera cerca de 7,5 mil estabelecimentos sob a bandeira Petrobras. O fim do contrato não provocaria a retirada simultânea das marcas de todos os postos, pois existem regras específicas de transição.

Exame Invest 27 de out. de 2026

Como vagas afirmativas podem fortalecer os negócios das empresas

Confira dois exemplos de como as vagas afirmativas se tornaram populares entre as empresas brasileiras Livelo e Grupo Pereira investem em contratação afirmativa para ampliar a diversidade e incluir jovens, profissionais 50+ e outros públicos (Svitlana Hulko/Shutterstock) Plataforma de conteúdo Publicado em 27 de outubro de 2026 às 07h00. A Livelo, empresa com programas de contratação afirmativa, oferece 15 vagas de estágio para universitários pretos e pardos em 2026. O Grupo Pereira, varejista das redes Fort Atacadista e Comper, contrata profissionais 50+, imigrantes, refugiados e reeducandos. Segundo a Pesquisa Ethos 2025/2026, 89,32% das organizações participantes consideram diversidade e inclusão importantes para resultados sustentáveis. Empresas de diferentes setores têm investido em iniciativas de contratação afirmativa para ampliar a diversidade no ambiente corporativo e atrair profissionais com diferentes experiências e perspectivas. Essas ações integram estratégias de negócio: segundo a Pesquisa Ethos de Diversidade, Equidade e Inclusão 2025/2026, 89,32% das organizações participantes consideram diversidade e inclusão importantes para a obtenção sustentável de resultados. Como a Livelo faz? A Livelo considera a diversidade um componente estratégico para atrair talentos. A companhia investe em programas de contratação afirmativa que contribuem para ampliar o acesso ao mercado de trabalho e incorporar diferentes experiências. Um exemplo é o Ponto de Partida, programa de estágio afirmativo voltado a pessoas pretas e pardas, que chega à edição de 2026 com 15 vagas para estudantes universitários. As oportunidades abrangem áreas como Marketing, Planejamento Estratégico, Comercial, Financeiro, Recursos Humanos e Tecnologia, com inscrições abertas até 30 de outubro. “Acreditamos que equipes diversas são mais inovadoras e preparadas para os desafios do negócio. O Ponto de Partida é uma frente fundamental da nossa estratégia de inclusão. Queremos atrair profissionais que tragam novas perspectivas e garantir que o nosso ambiente interno reflita a pluralidade da sociedade. Valorizar essa diversidade é um diferencial competitivo e um impulsionador da nossa cultura”, afirma Danielle Lopes, diretora de Pessoas e Transformação da Livelo. A companhia também mantém o Expert 50+, iniciativa de contratação afirmativa voltada a profissionais com mais de 50 anos. Com edições anuais desde 2021, o programa já acumulou mais de 7 mil inscrições até 2026. Atualmente, 45% dos colaboradores da Livelo com mais de 50 anos ingressaram na companhia por meio da iniciativa, com média de idade de 58 anos. Como o Grupo Pereira faz O Grupo Pereira desenvolve iniciativas de inclusão voltadas a diferentes públicos, incluindo mulheres, pessoas com deficiência (PCDs), imigrantes, refugiados, profissionais com mais de 50 anos e integrantes do sistema prisional. Atualmente, 44,2% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres. A companhia também conta com 2.646 profissionais imigrantes, dos quais 1.802 são refugiados, além de 970 colaboradores PCDs, 228 reeducandos e 18,2% do quadro formado por profissionais com mais de 50 anos. A valorização de profissionais com 50 anos ou mais é chave para o Grupo Pereira. Desde 2023, a companhia promove semanas exclusivas de contratação voltadas a esse público, com resultados expressivos. O Grupo Pereira é o primeiro varejista brasileiro a receber o selo CAFE (Certified Age Friendly Employer), concedido pelo norte-americano Age Friendly Institute a empresas que promovem a contratação e a retenção de profissionais com 50 anos ou mais. A companhia também trabalha para oferecer a esses talentos oportunidades reais de desenvolvimento e crescimento profissional, com possibilidades de aceleração de carreira e novas posições dentro da organização. Já o projeto “Reeducandos”, é uma ponte estruturada entre o sistema prisional e o mercado formal de trabalho, que desde 2014 já transformou a realidade de mais de 800 pessoas. A iniciativa está ativa nas bandeiras Fort Atacadista, Comper e restaurantes Trudy’s nas regionais do Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os profissionais são integrados em diferentes frentes do negócio, desenvolvendo habilidades em áreas como logística, manutenção, apoio operacional, televendas e nos centros de distribuição. Além disso, o Grupo mantém duas centrais de manutenção de carrinhos dentro de unidades prisionais, no Centro Penal da Gameleira (MS) e no Complexo da Papuda (DF), onde pessoas em regime fechado realizam manutenção, lavagem e recuperação de carrinhos para as redes Comper e Fort Atacadista. Os participantes são selecionados mediante a parcerias com as secretarias de administração das penitenciárias locais, e contam com remuneração financeira, alimentação, transporte, uniformes, além de trilhas de capacitação e desenvolvimento, onde recebem orientação sobre ressocialização, comportamento no ambiente de trabalho e educação no processo de transformação. Eles também garantem o direito à remição de pena. 'Perguntas frequentes' As empresas investem em contratação afirmativa para ampliar a diversidade, atrair profissionais com diferentes experiências e promover a inclusão no ambiente corporativo. Segundo a Pesquisa Ethos de Diversidade, Equidade e Inclusão 2025/2026, 89,32% das organizações participantes consideram diversidade e inclusão importantes para a obtenção sustentável de resultados. O Ponto de Partida, programa de estágio afirmativo da Livelo, é voltado a estudantes universitários pretos e pardos. A edição de 2026 oferece 15 vagas em áreas como Marketing, Planejamento Estratégico, Comercial, Financeiro, Recursos Humanos e Tecnologia, com inscrições abertas até 30 de outubro. O Expert 50+ é uma iniciativa de contratação afirmativa da Livelo voltada a profissionais com mais de 50 anos, com edições anuais desde 2021. Até 2026, o programa acumulou mais de 7 mil inscrições e respondeu pela entrada de 45% dos colaboradores da companhia nessa faixa etária, cuja média de idade é de 58 anos. O Grupo Pereira desenvolve iniciativas voltadas a mulheres, pessoas com deficiência, imigrantes, refugiados, profissionais com mais de 50 anos e integrantes do sistema prisional. A companhia informa que 44,2% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres e que seu quadro inclui 2.646 imigrantes, 970 colaboradores PCDs e 228 reeducandos. O projeto Reeducandos conecta integrantes do sistema prisional ao mercado formal de trabalho e, desde 2014, já beneficiou mais de 800 pessoas. Os participantes atuam em atividades como logística, manutenção e apoio operacional, recebem remuneração e capacitação e têm direito à remição de pena. O Grupo Pereira foi o primeiro varejista brasileiro a receber o selo CAFE (Certified Age Friendly Employer), concedido pelo norte-americano Age Friendly Institute. A certificação reconhece empresas que promovem a contratação e a retenção de profissionais com 50 anos ou mais. Mais de Bússola Gestão de pessoas na era da IA: o que líderes precisam aprender a preservar Pesquisa TIC Empresas 2025 mostra que 17% das empresas brasileiras com dez ou mais pessoas ocupadas já adotam inteligência artificial Voximplant mira crescimento de 150% com agentes de IA para atendimento Empresa chega ao país com meta de crescer 150% e propõe automação das ligações com transferência de contatos para atendentes humanos Governança familiar: como preservar o legado e garantir a continuidade dos negócios Uma boa governança combina diálogo, clareza de papéis e instrumentos de gestão para preparar empresas para novas gerações Como esta startup de impacto social conquistou um lugar no Web Summit Lisboa 2026 Selecionada para o Web Summit Lisboa 2026, startup do Rio aposta em tecnologia, parcerias e um marketplace de produtos perto do vencimento

Exame Invest 27 de out. de 2026

O que o esporte brasileiro tem a aprender com o cenário de patrocínios pós-bets?

O EXAME Esportes reuniu na sede da EXAME, em São Paulo, líderes de grandes marcas, entidades, atletas e agências; o encontro colocou em pauta a urgência de um marketing esportivo sustentável Consultor de Projetos Especiais Publicado em 27 de outubro de 2026 às 06h19. Última atualização em 27 de outubro de 2026 às 07h00. A expansão dos patrocínios esportivos, impulsionada pelas bets nos últimos anos encontrou um novo marco com a medida provisória que altera o cenário do setor no país proibindo a prática. Com as receitas tendo saltado de R$ 1,4 bilhão em 2022 para R$ 3,2 bilhões recentemente, impulsionadas principalmente pelas casas de apostas, essa medida agravou os desafios vividos pelo marketing esportivo em buscar alternativas sustentáveis de financiamento. Em evento inédito, EXAME reúne o mercado para discutir o futuro do marketing esportivo Para debater essa transição e traçar alternativas sustentáveis de investimento, o EXAME Esportes reuniu na sede da EXAME, em São Paulo, líderes de grandes marcas, entidades, atletas e agências. O encontro colocou em pauta a urgência de profissionalizar a gestão e diversificar portfólios, indo muito além da dependência financeira que marcou o ciclo anterior. Dos desafios regulatórios à reinvenção comercial A abertura do evento colocou em pauta os impactos gerados pela nova fase das apostas esportivas e os desafios de sustentabilidade financeira dos clubes. Para Amir Somoggi, fundador da Sports Value, "a saída dos patrocínios de casas de apostas abre uma oportunidade estratégica para qualificar o marketing esportivo no Brasil e atrair novos setores econômicos". O consultor criticou a atuação de parte das bets por focarem suas ativações apenas em incentivo ao jogo e distribuição de bônus, sem desenvolver estratégias de marketing esportivo de qualidade fora das apostas, e defendeu: "a liberação dos espaços antes ocupados pelas bets permitirá ao mercado brasileiro qualificar o setor e atrair novas marcas". EXAME Esportes destaca a potência do futebol feminino em evento inédito Somoggi utilizou a proibição histórica do patrocínio de tabaco na Fórmula 1 como exemplo de superação de crise que permitiu à categoria liderar o faturamento global de patrocínios, superando a NFL e a Premier League com US$ 3,1 bilhões, impulsionada por setores como tecnologia e financeiro. O olhar das bets sobre o tema No debate regulatório, Guilherme Figueiredo, Diretor do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e executivo da Betano, explicou que a publicidade do setor deve focar no reconhecimento de marca e na diferenciação das empresas legalizadas, apoiando a restrição de mensagens agressivas como bônus de depósito. Ao centro, Guilherme Figueiredo, Diretor do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) O executivo explicou que, para conscientizar o público sobre a importância de um mercado regulado, o IBJR lançou campanhas informativas como ‘Proibido não é Proteger’ — veiculada em painéis de LED e na camisa do Flamengo para alertar sobre o avanço do mercado ilegal e a insegurança jurídica — e a plataforma ‘Aposto que você não sabia’, criada para divulgar dados da regulamentação, como a exigência de reconhecimento facial e o direcionamento de impostos para o esporte olímpico. Novas ligas, governança e futebol feminino A programação estruturou-se em torno de grandes eixos que discutiram desde a governança corporativa até a disrupção trazida por novas mídias. No painel sobre o futebol feminino, Gal Barradas, Diretora Executiva da Copa do Mundo Feminina Fifa 2027, destacou o momento de ascensão da modalidade e pontuou que o desenvolvimento sustentável exige olhar para além de eventos pontuais. "Não dá para a gente pegar as lentes do futebol masculino, querer aplicar para o futebol feminino e achar que tudo vai ser igual. Obviamente não. Quem faz esse tipo de afirmação não entende nada do negócio". Ressaltando a força do engajamento genuíno da Geração Alfa, Barradas celebrou a agenda positiva e o impacto transformador da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027. Representantes de entidades e federações também falaram sobre a profissionalização do esporte brasileiro No mesmo sentido, Manuela Penna, CMO do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), detalhou os avanços na governança da entidade, lembrando que, em 2018, a herança comercial dos Jogos Rio 2016 era zero. "Precisamos recomeçar o trabalho entrando no mercado de forma aberta, genuína e agressiva para trazer grandes marcas a bordo", receita que, segundo ela, viabilizou a entrada de parceiros estruturantes e projetos globais como a cobertura da travessia do Canal da Mancha com Ana Marcela Cunha. O papel das marcas e os aprendizados de inovação Em dois debates sobre o papel das marcas, Camila Miranda, Head de Marketing da Adobe, Gustavo Aguiar, CMO da General Motors América do Sul, Taciana Lopes, CMO da Mastercard, Alexandre Knebel, CMO da On, Renata Lamarco, Diretora de Marketing do iFood e André Kliousoff, CMO do BTG Pactual debateram os desafios e a complexidade de gerenciar experiências e ativações em ecossistemas esportivos orientados por paixões. Camila Miranda destacou que o trabalho do profissional de marketing vai muito além de relatórios de retorno de investi entos (ROI) e lucros e receitas (P&L), exigindo resiliência para contornar eventualidades em experiências de campo, como lidar com restrições de acesso em eventos da NFL. Camila enfatizou que, mesmo em estratégias focadas no público corporativo (B2B), o sucesso reside em humanizar e materializar a conexão: "antes de fazer negócio, antes de se conectar, são pessoas". Em evento inédito, EXAME reúne o mercado para discutir o futuro do marketing esportivo Gustavo Aguiar enfatizou que o esporte no Brasil ocupa um lugar central de paixão e cultura, facilitando a associação orgânica de marcas como Chevrolet e Cadillac a plataformas que vão do esporte a motor (como Fórmula 1, NASCAR e Stock Car) até o futebol com a CazéTV. Construção baseada em paixões, essa também foi a premissa seguida por Taciana Lopes pontuando que o marketing da Mastercard é inteiramente desenhado a partir das paixões dos consumidores, onde o esporte desponta no topo das prioridades. Atenção aos detalhes e a busca pela experiência Alexandre Knebel reforçou que "o incrível é o novo normal" no marketing esportivo atual, exigindo planejamento milimétrico para evitar crises em eventos de alta intensidade, como maratonas e a preparação para a iminente vinda de Roger Federer ao Brasil. Rafael Gimenes diretor de growth da Kings League Brasil, explicou que a competição nasceu para atender ao consumo da Geração Z e da Geração Alfa, utilizando o futebol como plataforma para criar o chamado "futebol da dopamina", com alto engajamento, dinamismo e distribuição de conteúdo em múltiplas telas. Representantes da On, iFood e Adobe colocaram em perspectiva o valor da experiência Sobre narrativas de longo prazo e autenticidade, Andresa Grana, diretora de marketing da Unilever Brasil, enfatizou que o cenário atual exige contar histórias genuínas em meio a milhares de estímulos diários. "O marketing atual exige contar histórias que as pessoas queiram propagar para conseguir sobreviver em um cenário com 700 mil coisas impactando o público". A empresa está representada no futebol feminino por meio da marca Rexona. Democratização e novos territórios André Kliousoff compartilhou a jornada do BTG Pactual na construção de reputação de marca e conexão emocional, destacando a entrada em territórios como o ciclismo para aproximar o banco de uma comunidade engajada de forma democrática e consistente. Encerrando as discussões do evento, Rafael Davini, CSO da EXAME e Gustavo Mota, CEO do Lance, debateram as transformações estruturais na distribuição de conteúdo esportivo, o declínio dos modelos tradicionais de TV paga frente ao streaming e a coexistência entre veículos tradicionais de credibilidade e o ecossistema de influenciadores. Em evento inédito, EXAME reúne o mercado para discutir o futuro do marketing esportivo Mota destacou que, diante da perda do monopólio da informação, portais de grande autoridade atuam como a "segunda tela" do torcedor, gerando tráfego massivo em tempo real por meio da cobertura de contexto (around the game) e utilizando ferramentas de inteligência artificial para otimizar a produção de conteúdo com agilidade e profundidade. Mais de Marketing 6 tendências incontornáveis de marketing para 2027 Como as mudanças na busca, no conteúdo e na experiência do cliente chegarão às decisões das empresas no próximo ano Minha marca é um golfinho? Mais do que garantir presença no esporte, marcas precisam construir vínculos reais com as comunidades e transformar o patrocínio em valor para fãs, atletas e competições Globoplay aposta em esportes para ampliar audiência e fidelizar assinantes Com novos pacotes, plataforma amplia acesso a jogos e canais ao vivo desde o plano de entrada e reajusta preços das assinaturas Wellhub fecha patrocínio do Miami Open e renova Rio Open até 2029 O CMO Leandro Caldeira explica por que o tênis virou a aposta da empresa para falar de longevidade com executivos

Exame Invest 27 de out. de 2026

A eleição acabou. O que falta ser feito na reforma tributária?

Com a reeleição de Lula, cai a ameaça de rever a reforma. Mas ainda fica a fila de decisões que o governo empurrou para depois São Paulo (SP), 25/10/2026 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa após vitória nas eleições 2026. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil Repórter colaboradora Publicado em 27 de outubro de 2026 às 06h08. A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25), com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), tira da mesa — espera-se — a hipótese de suspender ou reabrir a reforma tributária do consumo. A campanha do senador havia prometido rever a alíquota do IVA, a transição e o split payment, e seu coordenador, o senador Rogério Marinho (PL), chegou a defender adiar a implementação por um ano. Mesmo sem as mudanças, o calendário para o já previsto continua com interrogações. Durante a campanha, o governo deixou para depois do segundo turno decisões que as empresas esperam há meses: a medida provisória com as alíquotas do Imposto Seletivo, a alíquota de referência da CBS, tributo federal que já será cobrado em janeiro, e parte da regulamentação operacional do split payment. Em 1º de janeiro de 2027, PIS e Cofins deixam de existir, para dar espaço à CBS. Calendário da reforma tributária A 67 dias da estreia, a incógnita maior é de quanto será a CBS. O rito previsto na LC 214/2025, prorrogado em 45 dias por ser ano eleitoral, tem três etapas: a Receita mandou ao TCU a proposta de cálculo em 14 de setembro, sem estimar o percentual; o TCU tem até 30 de outubro para calcular e remeter ao Senado; e o Senado tem até 15 de dezembro para fixar a alíquota por resolução. Se não votar, fica valendo o número do TCU. Apesar de ainda não termos o cálculo do TCU, o Comitê Gestor do IBS adotou, como referência metodológica em uma resolução, uma alíquota-padrão conjunta de 27,91%, da qual cerca de 9,21% seriam CBS. Além disso, o projeto de Orçamento de 2027 prevê R$ 636 bilhões de arrecadação com a CBS, mas não informa a alíquota. Em 2027 e 2028, a alíquota efetiva da CBS será 0,1 ponto menor que a de referência, para compensar o IBS simbólico de 0,1%. Para a preparação das empresas para a reforma, o problema é que preços, contratos de longo prazo e sistemas precisam ser parametrizados antes de o número sair. Imposto Seletivo Além da alíquota da CBS, o mercado também aguarda a medida provisória com o número do Imposto Seletivo, o chamado "imposto do pecado". Em 1º de outubro, em reunião com os ministros da Casa Civil, Planejamento e Fazenda, Lula decidiu editar a MP só depois do segundo turno. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o acordo com os setores afetados foi fechado e que o texto seguiria ao Congresso após a eleição "de maneira a preservar o acordo". A proposta mantém, de início, a carga que esses setores pagam hoje de IPI. Para valer em 1º de janeiro, a norma precisava ter sido publicada até 2 de outubro, por causa da noventena. Por isso, a Fazenda tem considerado prorrogar o IPI para janeiro. Dessa forma, evitaria que, na virada do ano, bebidas, cigarros e os demais produtos alcançados não pagassem nem Seletivo nem IPI. O Orçamento de 2027 prevê R$ 41,9 bilhões de arrecadação com o Seletivo. Além da MP do Seletivo e da resolução da CBS, o Congresso tem uma terceira tarefa, os vetos de Lula à LC 227/2026, sancionada em 13 de janeiro, que criou o Comitê Gestor do IBS e concluiu a regulamentação. Entre os trechos vetados estão as vantagens tributárias para as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), a inclusão de bebidas vegetais na redução de 60% para alimentos e a antecipação do ITBI com desconto. Se não forem analisados até o fim de 2026, os vetos passam para o Congresso eleito em outubro. Simples: prazo até 30 de outubro As pequenas empresas têm o prazo mais próximo. Até 30 de outubro, optantes do Simples Nacional podem escolher recolher IBS e CBS fora do DAS, pelo regime regular — o "Simples Híbrido", que permite gerar créditos para clientes. A opção vale para o primeiro semestre de 2027. O problema é a ordem dos fatores, já que a escolha vence antes de a alíquota da CBS existir. Para contornar, a janela de desistência vai de 3 de novembro a 20 de dezembro, cinco dias depois do prazo do Senado. Até 28 de setembro, ainda no prazo original, haviam sido registrados 586.675 pedidos de opção pelo regime regular. Haverá nova janela de opção para o segundo semestre de 2027. Split payment: início opcional em 2027 O mecanismo que separa o imposto no momento do pagamento foi um dos alvos preferidos da oposição na campanha. Com a vitória de Lula, ele fica – mas ainda está incompleto. Em 2027 entra de forma opcional, só entre empresas e, inicialmente, apenas para Pix, boleto e transferência. A obrigatoriedade fica para 2028, porque depende da homologação de todos os meios de pagamento e de mais de 220 instituições financeiras. Da regulamentação operacional, já foram publicados os regulamentos da CBS (Decreto 12.955/2026) e do IBS (Resolução CGIBS 6/2026), em abril; a documentação técnica da plataforma pública do split, em junho; o cronograma de destaque de IBS/CBS nas notas fiscais, em quatro fases entre agosto de 2026 e janeiro de 2027. No entanto, ainda falta o ato conjunto Receita–Comitê Gestor com o cronograma obrigatório do split, as regras para cartões, débito, pré-pago e vouchers e a versão 2.0 do regulamento, prometida para 2026. Os regulamentos fazem mais de cem remissões a atos conjuntos futuros. Mesmo sem split obrigatório, a partir de janeiro o crédito de CBS só poderá ser apropriado quando o débito do fornecedor for efetivamente pago. As obrigações acessórias já valem desde agosto, mas a Receita sinalizou que só aplicará multas a partir de 2027. Notas fiscais Para a preparação das empresas, um cronograma atualizado de exigência dos documentos fiscais eletrônicos, com implementação gradual ainda aguarda aprovação no Comitê Gestor do IBS. O calendário em vigor é o do Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4, de 30 de julho, que escalonou a obrigatoriedade de destacar IBS e CBS nas notas entre 3 de agosto de 2026 e 1º de janeiro de 2027, quando entram o Simples Nacional, a Duimp e as operações monofásicas. Na prática, esse cronograma já foi flexibilizado, pois um ato técnico publicado em 1º de agosto estabeleceu que notas sem os campos de IBS e CBS não seriam rejeitadas. A segunda pendência é um programa de conformidade para 2027. O ato de julho previa um programa voltado à emissão de notas apenas durante 2026, com caráter orientador. Para o ano que vem, há uma sugestão de novo programa que evite multas enquanto as empresas se adaptam. A Receita sinalizou que as penalidades passariam a valer a partir de 2027. Mais de Economia Lula x Flávio Bolsonaro: o que cada um propõe para a relação com os EUA e o tarifaço Lula defende autonomia nas relações internacionais, enquanto Flávio aposta na aproximação com Trump Diesel pode ter reajuste de 50% pela Petrobras após eleições, avalia Goldman Sachs Relatório de analistas aponta defasagem de 21% em relação ao mercado internacional e alertam para possível alta adicional caso estatal decida compensar perdas do ano IPCA-15: prévia da inflação desacelera para 0,32% em outubro Prévia da inflação ficou 0,38 ponto percentual abaixo de setembro; alimentos puxaram as altas, enquanto energia elétrica ajudou a conter o índice Argentina à beira de recessão: PIB pode cair pelo segundo trimestre seguido Indicador avançou pouco em agosto após queda de 2,8% em julho; consultorias projetam nova retração do PIB no terceiro trimestre

Exame Invest 27 de out. de 2026

Quase 119 mil vagas ligadas à IA surgiram no Brasil em um ano; como se preparar

Levantamento da PwC aponta avanço na procura por competências em inteligência artificial e mostra por que saber aplicar a tecnologia pode ampliar as possibilidades profissionais Anúncios de emprego ligados à inteligência artificial cresceram no Brasil entre 2024 e 2025, segundo a PwC (Imagem gerada por IA) Redatora Publicado em 27 de outubro de 2026 às 06h02. Conhecer inteligência artificial está ganhando espaço entre os requisitos procurados pelas empresas brasileiras. Em um ano, o número de anúncios de emprego que exigiam competências relacionadas à tecnologia quase triplicou, segundo o Barômetro de Empregos de IA 2026, da PwC. O levantamento, baseado em mais de um bilhão de anúncios de vagas em seis continentes, identificou cerca de 63 mil oportunidades desse tipo no Brasil em 2024 e aproximadamente 182 mil em 2025. A diferença equivale a quase 119 mil vagas adicionais. A participação desses anúncios no total do mercado nacional passou de 1,1% para 3,6%. O crescimento não significa que todas as oportunidades sejam para especialistas em tecnologia. O estudo indica que a maior parte da demanda brasileira está concentrada em profissionais que sabem utilizar recursos de IA nas atividades de trabalho. Aprenda IA do zero com EXAME + Saint Paul: pré-MBA online (4 aulas) por R$37. Ideal pra quem quer começar e não sabe como. Matrículas abertas. Quais habilidades as empresas estão procurando? O domínio de ferramentas de inteligência artificial generativa é um ponto de partida, mas o conhecimento precisa estar conectado às necessidades de cada função. Segundo a PwC, 92% das vagas brasileiras relacionadas à IA são voltadas ao uso da tecnologia, e não ao seu desenvolvimento. O dado reforça que a demanda não se limita a engenheiros e programadores. A capacidade de avaliar respostas, identificar erros e interpretar informações continua importante. Pensamento crítico, criatividade e julgamento humano ajudam a reconhecer quando uma resposta automatizada é inadequada ou precisa de verificação. Quer entender IA na prática? EXAME + Saint Paul criaram um pré-MBA com 4 aulas online por R$37. Comece do zero e dê o primeiro passo agora. Como se preparar para aproveitar as oportunidades O primeiro passo é identificar quais atividades da própria profissão podem ser aprimoradas com inteligência artificial. Testar ferramentas em tarefas concretas permite compreender suas possibilidades e limitações sem depender apenas de conhecimentos teóricos. Vale experimentar recursos para resumir documentos, estruturar relatórios, comparar informações e organizar pesquisas. Durante os testes, compare o resultado com o processo habitual e verifique se houve ganho de tempo sem perda de qualidade. Outra iniciativa é desenvolver familiaridade com a elaboração de prompts, as instruções enviadas às ferramentas para orientar suas respostas. Informar o objetivo, o contexto e o formato esperado ajuda a obter resultados mais úteis, embora não elimine a possibilidade de erros. Todo mundo fala de IA — poucos sabem por onde começar. O pré-MBA EXAME + Saint Paul ensina em 4 aulas, online, por R$37. Comece hoje. Vagas abertas. Conhecimento técnico e habilidades humanas caminham juntos Para quem pretende atuar diretamente no desenvolvimento de IA, estudar programação, estatística e análise de dados pode ser necessário. O relatório da PwC aponta que as competências exigidas em ocupações mais expostas à IA estão mudando em ritmo superior ao observado em funções menos expostas. Isso torna o aprendizado contínuo relevante para quem deseja acompanhar as transformações do mercado. Construir um portfólio com projetos práticos, documentar resultados e demonstrar como a tecnologia foi aplicada a problemas reais são formas de evidenciar essas habilidades em processos seletivos. Mais de Inteligência Artificial O que estudar para disputar vagas de IA que pagam mais de R$ 20 mil Engenharia de inteligência artificial, aprendizado de máquina e ciência de dados estão entre os caminhos possíveis Ele usou IA para se livrar do trabalho braçal da consultoria e agora sobra tempo para clientes Rick Nott, da Angeles Investments, usou IA para conectar sistemas financeiros dispersos e ganhou tempo para o que exige julgamento humano Quais profissões estão surgindo com a inteligência artificial? Conheça 7 funções em alta Da engenharia ao desenvolvimento de produtos e à governança tecnológica, novas especializações acompanham a adoção da IA nas empresas e ampliam as possibilidades de carreira Analista de automação com IA: o que faz, quanto pode ganhar e como se preparar Profissionais que combinam conhecimento de processos, ferramentas digitais e inteligência artificial ajudam empresas a reduzir tarefas manuais

Exame Invest 26 de out. de 2026

Tarcísio sinaliza a aliados que não contestará vitória de Lula, mas evitará contradizer Flávio

Reconhecimento da vitória de Lula pelo vice-governador de SP, Felício Ramuth (MDB), porém, provocou incômodo em ala do governo paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL) (Reprodução/X) Publicado em 26 de outubro de 2026 às 15h50. Última atualização em 26 de outubro de 2026 às 15h54. Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmam que ele não vai questionar abertamente o resultado das eleições e veem como inevitável que ele reconheça a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar disso, o posicionamento público de seu vice, Felício Ramuth (MDB), que na manhã desta segunda-feira, 26, reconheceu publicamente a derrota de Flávio Bolsonaro, incomodou uma ala do governo. A atitude de Ramuth pegou de surpresa parte do núcleo do governo paulista, segundo relatos de dois integrantes da administração Tarcísio, ouvidos sob reserva. Aliados do vice-governador, porém, dizem que seu posicionamento está alinhado com o de seu partido, o MDB, e que não gera ruídos em sua relação com Tarcísio de Freitas. Felício afirmou que "a maioria dos eleitores escolheu outro caminho" e disse respeitar o resultado das urnas. Na mesma postagem, afirmou que "causou estranheza o próprio PL ter solicitado a prorrogação da votação, ainda que em locais específicos". O vice-governador paulista ainda disse que "o total de votos registrados após as 17 horas em todo o país foi insignificante diante da diferença entre os candidatos", um fato que contradiz o discurso de Flávio Bolsonaro, que ao lado de Tarcísio defendeu a anulação do segundo turno. O vice-governador avisou lideranças do MDB e no governo que faria a postagem, já com o conteúdo que foi publicado, na manhã desta segunda-feira. Na noite de domingo, o diretório nacional do MDB parabenizou Lula, ressaltando que o petista foi "reeleito democraticamente conforme a Constituição de 1988". "É um momento em que a vontade popular se fez soberana", diz a nota do MDB. A crítica a Felício no interior do governo Tarcísio não é sobre o reconhecimento do resultado da eleição em si, mas sim sobre o timing e a menção ao PL. Um integrante da gestão próximo ao governador afirma que ele deveria ter esperado o próprio Tarcísio se manifestar. Presidente do partido de Tarcísio, o deputado federal Marcos Pereira (SP) também cumprimentou Lula pela vitória, mas evitou mencionar a posição do PL ou o discurso de Flávio Bolsonaro sobre os resultados. "Parabenizo o presidente Lula pela reeleição. O novo mandato traz a responsabilidade de governar para todos os brasileiros, inclusive os que votaram em Flávio Bolsonaro, com respeito às diferenças e diálogo com o Congresso Nacional", afirmou em uma rede social. Tarcísio quer evitar fogo amigo O governador de São Paulo escolheu estar ao lado de Flávio Bolsonaro (PL) no discurso em que o senador se recusou a aceitar os resultados da eleição e pediu a anulação do pleito e, agora, ainda guarda silêncio sobre o resultado da eleição. Apesar disso, ele já sinalizou a aliados que não deverá questionar a validade da vitória de Lula. Um aliado próximo ao governador paulista diz que o cenário mais provável é que Tarcísio se distancie dos discursos mais radicais que falem de fraudes não comprovadas, mas evite, ao máximo, uma rota de colisão com Flávio Bolsonaro para prevenir o fogo amigo do bolsonarismo. Um integrante da gestão diz que demora para se pronunciar sobre a derrota de Flávio Bolsonaro visa evitar que a ala mais extremista do PL o acuse de traição. Essa posição, porém, segundo outro aliado de Tarcísio, é um ensaio político para que o governador crie uma identidade política à parte do bolsonarismo. Um secretário do governo afirma, no entanto, que a avaliação do entorno do governador é que é muito cedo para pensar em 2030, apesar das pretensões políticas nacionais de Tarcísio. Mais de Brasil Veja a cronologia dos pedidos de Lula e Flávio para prorrogar a votação no 2º turno Solicitações ocorreram ao longo da tarde, em meio a relatos de problemas no transporte público, chuvas, alagamentos, interdições e falta de energia em diferentes localidades do país Caiado, Zema e Renan Santos reagem à vitória de Lula; Cury não se manifesta Ex-governador de Goiás disse que democratas devem respeitar a decisão da maioria; fundador do MBL atribuiu derrota de Flávio Bolsonaro à postura do bolsonarismo, enquanto Romeu Zema contestou o processo eleitora PSD, PSDB, MDB, Republicanos e União reconhecem vitória de Lula Até o momento, Solidariedade, Avante, Mobiliza, Agir, Democracia Cristã, Missão, Democrata, PRTB e PCO não haviam se manifestado publicamente sobre a reeleição do petista Vice de Tarcísio e Ricardo Nunes reconhecem vitória de Lula Felício Ramuth afirmou confiar no processo eleitoral e criticou contestação do PL; prefeito de São Paulo desejou que novo governo recupere a economia; Tarcísio ainda não se pronunciou

Exame Invest 26 de out. de 2026

Inseto mais pesado do mundo pode pesar como um rato — espécie se recupera da extinção

Programa de conservação criou e libertou 11 mil exemplares em áreas protegidas da Nova Zelândia nos últimos 15 anos Wētāpunga: inseto gigante da Nova Zelândia pode pesar tanto quanto um rato (Reprodução/ New Zealand Journal of Zoology/ C. Green) Redatora Publicado em 26 de outubro de 2026 às 15h49. Considerado o inseto mais pesado do mundo, o wētāpunga está se recuperando após décadas de declínio na Nova Zelândia. Um programa de conservação criou dezenas de milhares de exemplares em cativeiro durante 15 anos. Cerca de 11 mil animais foram soltos em 10 novos locais na natureza. O estudo foi liderado por Chris Green, pesquisador honorário do Departamento de Conservação da Nova Zelândia (DOC). Os resultados foram publicados no New Zealand Journal of Zoology. O trabalho envolveu 45 translocações para áreas protegidas, incluindo ilhas sem predadores e reservas cercadas. A recuperação levou à mudança do status de conservação da espécie. A classificação passou de "nacionalmente em perigo", em 2004, para "nacionalmente em crescimento", em 2022. Quanto pesa o inseto mais pesado do mundo? O wētāpunga (Deinacrida heteracantha) é a maior espécie entre os wētā gigantes da Nova Zelândia. O DOC classifica o animal como o ortóptero mais pesado do mundo, grupo que também reúne grilos e gafanhotos. A espécie é endêmica da Nova Zelândia e já esteve distribuída por partes da Ilha Norte. A pequena área da Amazônia que pode esconder 40 mil espécies de insetos 'inéditos' Predadores levaram população ao declínio A expansão da agricultura destruiu parte do habitat natural do wētāpunga. A introdução de animais como ratos e doninhas agravou a situação. Os novos predadores provocaram o desaparecimento das populações em diferentes regiões. Na década de 1990, um plano de recuperação do governo neozelandês classificou o wētāpunga entre as espécies mais ameaçadas do país. A única população natural restante sobreviveu em Te Hauturu-o-Toi/Little Barrier Island, no Golfo de Hauraki. Levantamentos realizados entre 2005 e 2009 mostraram uma população pequena demais para estabelecer novos grupos apenas com transferências diretas entre áreas selvagens. Por que os animais eram maiores no passado? A ciência explica Reprodução começou com poucos animais Diante do baixo número de indivíduos, pesquisadores recorreram à reprodução fora do ambiente natural. Um pequeno grupo foi retirado de Little Barrier Island para iniciar uma colônia no Butterfly Creek, centro de conservação em Auckland. Após o desenvolvimento das técnicas de criação, os primeiros animais foram liberados nas ilhas Motuora e Tiritiri Matangi, em 2010 e 2011. O Auckland Zoo estabeleceu uma segunda colônia em 2012. A ampliação permitiu aumentar significativamente a quantidade de animais criados. Entre 2014 e 2025, somente o zoológico criou e liberou 8.874 wētāpunga. Somando o trabalho do Auckland Zoo e do Butterfly Creek, mais de 11 mil exemplares chegaram à natureza até 2025. Inseto com 24 patas ajuda a explicar por que os 'modernos' têm 'apenas' seis Novas populações avançam na natureza As solturas ocorreram em oito ilhas livres de predadores no Golfo de Hauraki e na Baía das Ilhas. Duas reservas cercadas no continente também receberam exemplares criados pelo programa. O monitoramento encontrou pelo menos quatro gerações nascidas na natureza nas ilhas Motuora e Tiritiri Matangi. O resultado confirma o estabelecimento de populações nesses dois locais, segundo critérios utilizados internacionalmente. Outras populações criadas pelo programa também avançam em direção ao mesmo marco, de acordo com o Departamento de Conservação. Técnica pode ajudar outras espécies Os responsáveis pelo projeto esperam aplicar o conhecimento adquirido na conservação de outros invertebrados ameaçados. O programa permitiu desenvolver técnicas de reprodução, manejo, soltura e acompanhamento das novas populações. Parte desse conhecimento já auxilia a reprodução de outra espécie de wētā gigante, o Māhoenui. O DOC também cita o gorgulho-nodoso-de-Canterbury e espécies nativas de besouros-veado entre os animais que podem se beneficiar de estratégias semelhantes. Mais de Ciência Supervulcão no Japão volta a acumular magma após 7.300 anos — há risco de erupção? Descoberta na caldeira de Kikai ajuda cientistas a entender como grandes sistemas vulcânicos recompõem seus reservatórios ao longo de milhares de anos Qual parte mais ajuda no reconhecimento facial? Não são os olhos Especialistas conseguiram distinguir rostos corretamente em cerca de 90% dos casos usando apenas uma ou duas características em experimento Nasa provoca China em disputa pela Lua e insinua que programa espacial chinês é 'coisa de criança' Agência americana prepara testes de acoplagem em órbita terrestre enquanto Pequim planeja uma instalação permanente na Lua Homem de 107 anos revela o que mais comia ao falar sobre longevidade Veterano da Segunda Guerra Mundial conta qual refeição marcou sua vida e compartilha os hábitos que associa à própria trajetória como centenário

Exame Invest 26 de out. de 2026

Sharon Osbourne diz que visita túmulo de Ozzy todos os dias: 'Você nunca supera completamente'

Ozzy foi enterrado no jardim da casa da família, em Buckinghamshire, na Inglaterra Sharon Osbourne e Ozzy Osbourne em um evento da Fox em 2009 (Kevin Winter/Getty Images) Repórter Publicado em 26 de outubro de 2026 às 15h46. Quinze meses após a morte de Ozzy Osbourne, aos 76 anos, em julho de 2025, a empresária Sharon Osbourne visita diariamente o túmulo do marido. Em entrevista à BBC, Sharon disse que aprendeu a conviver com a ausência do cantor. Ozzy foi enterrado no jardim da casa da família, em Buckinghamshire, na Inglaterra. Quinze meses após a morte do cantor, Sharon Osbourne visita diariamente o túmulo do marido, Ozzy Osbourne, morto aos 76 anos em julho de 2025. Em entrevista à BBC, a empresária contou que aprendeu a conviver com a ausência do músico, com quem teve um relacionamento de mais de 50 anos. “Você perdeu o amor da sua vida, então não é como se simplesmente acordasse e pensasse: ‘Estou bem agora. Estou curado’”, disse Sharon. “Você nunca supera isso completamente. Mas aprende a conviver com isso, e é o que estou tentando fazer.” “Você perdeu o amor da sua vida, então não é como se simplesmente acordasse e pensasse: ‘Estou bem agora. Estou curado’”, disse Sharon. “Você nunca supera isso completamente. Mas aprende a conviver com isso, e é o que estou tentando fazer.” Ozzy está enterrado no jardim da casa da família, em Buckinghamshire, na Inglaterra. Sharon afirma que não queria que o marido fosse sepultado em um cemitério público, onde fãs poderiam visitá-lo constantemente. Os 10 momentos mais icônicos de Ozzy Osbourne “Não havia a mínima possibilidade de eu colocar Ozzy em um cemitério público. Eu vi o que acontece com outras pessoas públicas. Não há paz porque as pessoas querem vir e prestar suas homenagens”, afirmou. Questionada se costuma visitar o túmulo, Sharon respondeu: “Claro, todos os dias. Consigo vê-lo da minha janela”. Últimos dias de Ozzy A família de Ozzy se prepara para lançar um filme sobre o último show de Ozzy, realizado em Birmingham, na Inglaterra, ao lado dos integrantes do Black Sabbath. A apresentação aconteceu poucas semanas antes de sua morte e reuniu artistas e fãs para celebrar a trajetória do cantor. Apesar de enfrentar problemas de saúde havia anos, Ozzy estava determinado a subir ao palco. Seis meses antes do show, ele havia caído e fraturado uma vértebra. Durante a recuperação, teve pneumonia três vezes, passou por uma cirurgia na coluna, desenvolveu sepse e chegou perto de morrer. Ozzy escolheu a mensagem para sua lápide antes de morrer Duas semanas antes da apresentação, os médicos recomendaram que o show fosse cancelado devido à fragilidade de sua saúde. Mesmo assim, o cantor insistiu em realizar o evento, que, segundo Sharon, era seu último desejo. “Em alguns dias, até mesmo falar era um esforço, quanto mais cantar. E eu não sei como ele conseguia, mas ele conseguia”, afirmou. Após o show, Ozzy ficou eufórico e chegou a dizer que queria voltar a fazer turnês. “Ele estava louco para começar”, contou Sharon. “Ele disse algo como: ‘Eu consigo fazer isso, e os fãs não se importam com o fato de eu ficar sentado’.” A alegria com a apresentação marcou os últimos dias do músico, que morreu após sofrer uma parada cardíaca. Na manhã de sua morte, ele havia acordado cedo para fazer seu treino habitual. 'Perguntas frequentes' Ozzy Osbourne foi enterrado no jardim da casa da família, em Buckinghamshire, na Inglaterra. Sharon Osbourne afirmou à BBC que consegue ver o túmulo da janela. Sharon Osbourne não queria que o túmulo de Ozzy ficasse em um cemitério público. Segundo a empresária, pessoas famosas não têm paz nesses locais devido às visitas constantes de fãs. Sim, Sharon Osbourne visita diariamente o túmulo do marido, conforme contou em entrevista à BBC. Ela afirmou que nunca se supera completamente a perda, mas que tenta aprender a conviver com a ausência. Ozzy Osbourne havia fraturado uma vértebra, enfrentado três episódios de pneumonia, passado por uma cirurgia na coluna e desenvolvido sepse. Segundo Sharon Osbourne, os médicos recomendaram o cancelamento do show duas semanas antes da apresentação, mas o cantor insistiu em realizá-lo. O último show de Ozzy Osbourne aconteceu em Birmingham, na Inglaterra, poucas semanas antes de sua morte. A apresentação reuniu integrantes do Black Sabbath, outros artistas e fãs para celebrar a trajetória do cantor. Ozzy Osbourne morreu após sofrer uma parada cardíaca, em julho de 2025, aos 76 anos. Na manhã da morte, o cantor havia acordado cedo para fazer seu treino habitual. Mais de Pop Por que Michael Douglas não herdou um único centavo da fortuna de US$ 61 milhões de seu pai? Relatos apontam que cerca de US$ 50 milhões foram para instituições, sem participação de Michael Douglas na herança Amanda Seyfried revela por que recusou papel em franquia de sucesso da Marvel Papel de Gamora ficou com Zoë Saldaña, que se tornou uma das principais estrelas do Universo Cinematográfico da Marvel Nova temporada de 'Lupin' conquista a crítica e chega ao topo da Netflix mundial Protagonizada por Omar Sy, a produção retorna após mais de três anos e alcança pontuação perfeita no Rotten Tomatoes Chris Brown é condenado a oito meses de prisão em Londres; entenda motivo Cantor recebeu pena suspensa por 12 meses e não precisará cumprir prisão em regime fechado; caso aconteceu em 2023, quando ele atacou um produtor musical com uma garrafa de tequila

Exame Invest 26 de out. de 2026

Ele usou IA para se livrar do trabalho braçal da consultoria e agora sobra tempo para clientes

Rick Nott, da Angeles Investments, usou IA para conectar sistemas financeiros dispersos e ganhou tempo para o que exige julgamento humano Ele usou IA para se livrar do trabalho braçal da consultoria e agora sobra tempo para clientes (LinkedIn/Divulgação) Jornalista Publicado em 26 de outubro de 2026 às 15h42. Em depoimento publicado pela Business Insider nesta segunda-feira (26), Rick Nott, diretor-gerente sênior da Angeles Investments, em Santa Monica, contou como usa inteligência artificial para se poupar de trabalho tedioso como consultor de investimentos. Ele relata que ferramentas como o Claude, da Anthropic, ajudaram a conectar sistemas financeiros dispersos e a reduzir o esforço manual com planilhas. O relato é útil para quem lida com relatórios, consolidações e documentos recorrentes, em qualquer área. Ele mostra onde a tecnologia já economiza tempo e onde o julgamento humano continua necessário. CONFIRA: Quer aplicar IA na sua rotina? O Pré-MBA em IA da Saint Paul e EXAME tem quatro aulas práticas, online, por R$ 37. O volume de trabalho que consumia o tempo do consultor Nott atende famílias de alto patrimônio, e a rotina incluía reunir dados de várias plataformas, reconciliar informações e transformá-las em relatórios. Segundo a Business Insider, esse esforço manual restringia balanços patrimoniais detalhados a clientes com mais de US$ 100 milhões em ativos. Ele estimou que uma operação com 30 famílias e cerca de 10 investimentos privados por família pode gerar 3 mil documentos por ano, entre relatórios trimestrais, chamadas de capital, distribuições e avisos fiscais. Chamada de capital é o pedido de um fundo para que o investidor envie o dinheiro já comprometido. O que a IA passou a fazer Nott usa modelos de linguagem, sistemas treinados para entender e gerar texto, para automatizar a coleta de dados, a análise de carteiras e a produção de relatórios. Colegas estimam que a produção dele, com apoio da tecnologia, equivale ao trabalho de mais um funcionário em tempo integral. O consultor descreve a consultoria como uma cadeia que vai dos dados brutos às decisões. No meio, há um trabalho de reunir, formatar, reconciliar e resumir informações, que consumiu parte desproporcional do tempo dos profissionais. Segundo Nott, a IA comprime essa camada. SAIBA MAIS: Aprenda a usar IA no dia a dia profissional no Pré-MBA em IA da Saint Paul e EXAME: quatro aulas práticas, online, por R$ 37. Onde o julgamento humano continua Nott afirma que a IA não substitui o julgamento humano que sustenta o investimento. À InvestmentNews, disse que decisões sobre dinheiro são, direta ou indiretamente, emocionais e que cálculos melhores nunca foram o principal gargalo dos resultados. Para ele, o ganho da automação é liberar tempo para o relacionamento com clientes. Ele admite que a vantagem pode ser passageira. Na avaliação de Nott, ferramentas como o Claude para consultores financeiros serão disruptivas, e outros profissionais terão acesso à mesma conectividade que ele construiu. O mercado financeiro já se movimenta A Anthropic lançou em setembro conectores do Claude para consultores, que se integram a sistemas da Charles Schwab, da BlackRock e da Vanguard, segundo o site Technology.org. Entre as funções está a revisão de rebalanceamento de carteiras, com rascunho da explicação ao cliente, e a aprovação humana segue necessária. Como levar o exemplo para outras áreas Tarefas semelhantes existem em finanças, operações, RH e vendas: consolidar planilhas de fontes diferentes, resumir contratos, montar a primeira versão de uma apresentação ou comparar cenários. Conferir os números e decidir o que fazer com eles continua com o profissional. Quem quer aprofundar o tema encontra formações como por exemplo, um mba online de inteligência artificial voltado a negócios. O que o caso mostra sobre o trabalho com IA O caso de Nott reúne os pontos que orientam a adoção da tecnologia: automação de etapas repetitivas, supervisão humana e tempo redirecionado para decisões e relacionamento. Os conectores da Anthropic seguem a mesma lógica ao exigir aprovação em cada fluxo. Comece a usar IA no trabalho com o Pré-MBA em IA da Saint Paul e EXAME: quatro aulas práticas, online, por R$ 37. Mais de Inteligência Artificial Quais profissões estão surgindo com a inteligência artificial? Conheça 7 funções em alta Da engenharia ao desenvolvimento de produtos e à governança tecnológica, novas especializações acompanham a adoção da IA nas empresas e ampliam as possibilidades de carreira Analista de automação com IA: o que faz, quanto pode ganhar e como se preparar Profissionais que combinam conhecimento de processos, ferramentas digitais e inteligência artificial ajudam empresas a reduzir tarefas manuais Como chips de IA viraram lastro para para empréstimos e dívidas bilionárias Operações apoiadas em equipamentos e contratos de computação atraem grandes credores, mas dependem de pagamentos, execução e vida econômica dos ativos OpenAI acelera busca por falhas, mas correções viram gargalo da defesa com IA Iniciativa com Trail of Bits acumula quase 2 mil achados; revisão humana e testes continuam necessários para transformar descobertas em proteção

Exame Invest 26 de out. de 2026

Supervulcão no Japão volta a acumular magma após 7.300 anos — há risco de erupção?

Descoberta na caldeira de Kikai ajuda cientistas a entender como grandes sistemas vulcânicos recompõem seus reservatórios ao longo de milhares de anos Supervulcão: cientistas identificaram um grande reservatório de magma sob a caldeira de Kikai, no Japão (Stephan Hoerold/Getty Images) Redatora Publicado em 26 de outubro de 2026 às 15h39. Um supervulcão no Japão está acumulando magma novo em seu reservatório subterrâneo, cerca de 7.300 anos após uma das maiores erupções vulcânicas da história geológica recente da Terra. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Kobe, que investigaram a caldeira de Kikai, localizada em grande parte sob o oceano. O estudo, publicados na revista científica Communications Earth & Environment, identificou uma extensa região com elevada concentração de magma abaixo do local da antiga erupção. As análises indicam que o material foi introduzido no sistema vulcânico ao longo dos últimos milhares de anos. Os resultados podem ajudar a compreender como grandes reservatórios de magma se formam novamente após erupções de grande magnitude. Erupção de Yellowstone acabaria com a humanidade? Especialistas simulam cenário O que os cientistas descobriram sob o supervulcão? Pesquisadores identificaram um grande reservatório de magma sob a caldeira de Kikai, estrutura vulcânica formada após a erupção ocorrida há aproximadamente 7.300 anos. Para investigar o subsolo, os pesquisadores trabalharam em parceria com a Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha-Terrestre (JAMSTEC). O levantamento utilizou pulsos sísmicos gerados por equipamentos subaquáticos. As ondas atravessaram a crosta terrestre e foram registradas por sismógrafos instalados no fundo do oceano. Como as ondas se propagam de maneira diferente em rochas sólidas e regiões com material fundido, foi possível estimar a localização e a extensão do reservatório. Segundo o geofísico Nobukazu Seama, da Universidade de Kobe, as características identificadas indicam que o magma ocupa o mesmo sistema de armazenamento associado à antiga erupção. Por que o supervulcão está acumulando magma novamente? Os pesquisadores encontraram evidências de que o magma atualmente presente sob Kikai não é apenas material remanescente da erupção de 7.300 anos atrás. Estudos anteriores identificaram a formação de uma nova cúpula de lava, desenvolvida perto do centro da caldeira há aproximadamente 3.900 anos. As análises químicas mostraram que o material dessa estrutura apresenta composição diferente da lava expelida durante a antiga erupção. Essa diferença sugere que o reservatório recebeu novas injeções de magma provenientes de regiões mais profundas da Terra. De acordo com a Universidade de Kobe, a combinação dos dados sísmicos e químicos permitiu aos pesquisadores desenvolver um modelo para explicar como grandes sistemas vulcânicos recuperam suas reservas subterrâneas. Erupção de vulcão submarino pode formar nova ilha no Pacífico O supervulcão de Kikai pode entrar em erupção novamente? A presença de magma novo não indica uma erupção iminente. Embora os cientistas saibam que grandes caldeiras vulcânicas podem apresentar novas erupções, ainda existem dúvidas sobre como os enormes volumes de magma necessários para esses eventos se acumulam. O processo identificado em Kikai ocorreu ao longo de milhares de anos, e o estudo não estabelece uma data ou previsão para uma futura erupção. Os pesquisadores destacam que compreender a reposição de magma é importante para aperfeiçoar o monitoramento de sistemas vulcânicos e identificar possíveis sinais de atividade. Cientistas flagram placa tectônica 'morrendo' aos poucos sob o oceano; entenda o fenômeno O que a descoberta revela sobre Yellowstone? O modelo desenvolvido pelos pesquisadores também pode contribuir para o estudo de outros supervulcões, como Yellowstone, nos Estados Unidos, e Toba, na Indonésia. Esses sistemas possuem grandes reservatórios de magma relativamente próximos da superfície terrestre. Segundo Seama, os resultados observados em Kikai são compatíveis com a hipótese de que reservatórios subterrâneos podem ser reabastecidos gradualmente após erupções gigantes. A equipe pretende aprimorar as técnicas de investigação sísmica para compreender melhor a movimentação e o armazenamento de magma. O objetivo é identificar processos que possam contribuir para o monitoramento de grandes caldeiras vulcânicas e, futuramente, melhorar a capacidade de reconhecer sinais associados a novas erupções. Mais de Ciência Qual parte mais ajuda no reconhecimento facial? Não são os olhos Especialistas conseguiram distinguir rostos corretamente em cerca de 90% dos casos usando apenas uma ou duas características em experimento Nasa provoca China em disputa pela Lua e insinua que programa espacial chinês é 'coisa de criança' Agência americana prepara testes de acoplagem em órbita terrestre enquanto Pequim planeja uma instalação permanente na Lua Homem de 107 anos revela o que mais comia ao falar sobre longevidade Veterano da Segunda Guerra Mundial conta qual refeição marcou sua vida e compartilha os hábitos que associa à própria trajetória como centenário De IA a cirurgias robóticas: os planos de Lula para as áreas de Ciência e Tecnologia Propostas incluem prontuário integrado, apoio ao diagnóstico e monitoramento de crimes ambientais por satélite

Exame Invest 26 de out. de 2026

Qual parte mais ajuda no reconhecimento facial? Não são os olhos

Especialistas conseguiram distinguir rostos corretamente em cerca de 90% dos casos usando apenas uma ou duas características em experimento Reconhecimento facial: estudo com 27 especialistas aponta o papel das orelhas e da testa na identificação de rostos (Freepik) Redatora Publicado em 26 de outubro de 2026 às 15h36. Reconhecer uma pessoa pelo rosto parece uma tarefa simples, mas identificar alguém quando apenas uma pequena parte da face está visível exige habilidades específicas. Um estudo publicado na revista científica PLOS One na quarta-feira, 21, mostrou que especialistas forenses conseguem reconhecer rostos com apenas uma ou duas características faciais. A pesquisa, conduzida pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST), também revelou um resultado inesperado: os olhos não foram a característica mais utilizada pelos profissionais. As análises podem contribuir para o treinamento de profissionais e para o desenvolvimento de sistemas de reconhecimento facial por inteligência artificial. Quais partes do rosto mais ajudam a identificar alguém? As orelhas foram a característica mais escolhida pelos especialistas durante o experimento. Em diversos casos, observar apenas essa região foi suficiente para distinguir duas pessoas com traços faciais semelhantes. A testa também se destacou, mas por outro motivo. Embora tenha sido selecionada com menos frequência, esteve associada a uma maior precisão nas respostas. Já o queixo e o pescoço apresentaram menor utilidade para o reconhecimento facial. Os pesquisadores observaram, porém, que não existe uma característica ideal para todos os rostos. Os participantes modificavam suas escolhas conforme as diferenças entre as pessoas analisadas, em vez de seguir uma estratégia única. Como foi feito o teste de reconhecimento facial? A equipe, liderada pela pesquisadora Carina Hahn, reuniu 27 especialistas forenses em reconhecimento facial que atuam em órgãos de segurança do governo dos Estados Unidos. Cada participante recebia duas fotografias de pessoas diferentes, mas com características semelhantes. Em seguida, precisava identificar a qual delas pertencia uma terceira imagem, inicialmente coberta por uma barreira preta. Para descobrir a resposta, os profissionais podiam revelar partes específicas do rosto, escolhidas entre nove regiões: Bochechas Queixo Orelhas Olhos Sobrancelhas Testa Pescoço Nariz Boca O desafio era identificar corretamente a pessoa utilizando o menor número possível de características. Um sistema de pontos incentivava os participantes a selecionar apenas as regiões consideradas mais úteis. Pesquisadores alertam sobre segurança de dados na era da IA Precisão chegou a 90% de acerto Em média, foram necessárias duas regiões para chegar à resposta correta. Em grande parte das tentativas, porém, os profissionais conseguiram identificar a pessoa utilizando somente uma. O resultado chamou a atenção dos pesquisadores pela quantidade de informações que os especialistas conseguiram extrair de pequenas áreas faciais. Outro aspecto observado foi a capacidade de adaptação. Em vez de escolher sempre o mesmo elemento, os participantes identificavam quais regiões poderiam ajudar mais em cada comparação. Segundo Hahn, essa combinação entre o conhecimento sobre características úteis, como as orelhas, e a capacidade de mudar a estratégia conforme o rosto ainda não havia sido documentada dessa maneira. Empresa brasileira aposta em reconhecimento facial com diversidade étnica Estudo pode ajudar a aprimorar o reconhecimento facial por IA Atualmente, ferramentas de inteligência artificial são utilizadas em tarefas de reconhecimento facial, mas podem enfrentar dificuldades quando as imagens apresentam iluminação inadequada ou quando partes do rosto estão cobertas por acessórios, como óculos escuros e capuzes. Dessa forma, os autores ressaltam que o experimento não reproduz situações reais de identificação. Os participantes precisavam escolher entre duas pessoas previamente apresentadas, e não reconhecer qualquer indivíduo a partir de uma imagem isolada. Por isso, os resultados não significam que seja possível identificar qualquer pessoa apenas pelas orelhas ou pela testa. A expectativa dos pesquisadores é que as descobertas ajudem a aprimorar o treinamento de especialistas forenses e, futuramente, contribuam para o desenvolvimento de ferramentas de reconhecimento facial baseadas em IA. Mais de Ciência Nasa provoca China em disputa pela Lua e insinua que programa espacial chinês é 'coisa de criança' Agência americana prepara testes de acoplagem em órbita terrestre enquanto Pequim planeja uma instalação permanente na Lua Homem de 107 anos revela o que mais comia ao falar sobre longevidade Veterano da Segunda Guerra Mundial conta qual refeição marcou sua vida e compartilha os hábitos que associa à própria trajetória como centenário De IA a cirurgias robóticas: os planos de Lula para as áreas de Ciência e Tecnologia Propostas incluem prontuário integrado, apoio ao diagnóstico e monitoramento de crimes ambientais por satélite Conheça o brasileiro que se tornou o 1º a ganhar prêmio nos EUA por divulgação da ciência nas redes Daniel Dahis foi reconhecido por vídeos em português sobre vacinas, doenças e tratamentos; pesquisador reúne mais de 750 mil seguidores

Exame Invest 26 de out. de 2026

Justiça Desportiva impede Tifanny de jogar pelo Osasco; entenda a decisão unânime

STJD do Vôlei rejeitou pedido da oposta, e Tribunal de Justiça do Rio suspendeu decisão provisória que permitia sua participação na Superliga Feminina Tiffany perde liminar para jogar pelo Osasco (Camille Menezes/CBV) Colaboradora Publicado em 26 de outubro de 2026 às 15h33. A oposta Tifanny Abreu, do time de vôlei Osasco, voltou a ficar impedida de disputar competições da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) na sexta-feira, 23. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a liminar favorável à atleta, enquanto o Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Vôlei rejeitou por unanimidade seu pedido. A participação de Tifanny Abreu na Superliga Feminina voltou a depender dos próximos passos judiciais. A oposta do Osasco perdeu, na sexta-feira, 23, o respaldo provisório que havia conseguido para entrar em quadra: o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) suspendeu a liminar favorável à atleta, e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Vôlei rejeitou seu pedido por unanimidade. Com isso, ela está novamente impedida de disputar competições organizadas pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A disputa envolve a política de elegibilidade adotada pela confederação para as competições femininas. Tifanny havia recorrido à Justiça comum após não ter sua inscrição esportiva liberada segundo os novos critérios da entidade. Em 16 de outubro, uma liminar autorizou provisoriamente sua participação; amparada pela decisão, ela atuou na Supercopa Feminina e na estreia do Osasco na Superliga. Agora, a defesa pretende contestar o novo cenário. Ao ge, o advogado Luis Fernando Novaes afirmou que solicitará uma reavaliação ao TJRJ e continuará buscando alternativas na Justiça comum. A decisão mais recente, portanto, impede a atleta de jogar enquanto permanecer em vigor, mas não encerra necessariamente a disputa judicial. Por que Tiffany está impedida de jogar pelo Osasco? A restrição está ligada à política de elegibilidade anunciada pela CBV em agosto. A norma estabelece critérios para a participação nas competições femininas da entidade, incluindo a exigência de teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino. A confederação afirma que a política segue diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Após ter a inscrição mantida como pendente, Tifanny acionou a Justiça. A liminar concedida pela 44ª Vara Cível do Rio de Janeiro determinou que a CBV autorizasse sua participação provisória nas partidas do Osasco. A entidade, porém, contestou a medida, enquanto a questão também tramitava na Justiça Desportiva. Em 23 de outubro, o TJRJ suspendeu os efeitos da liminar. O relator fundamentou a decisão no artigo 217 da Constituição Federal, segundo o qual ações judiciais relacionadas à disciplina e às competições esportivas devem aguardar o esgotamento das instâncias da Justiça Desportiva. O entendimento foi de que a rejeição de um pedido liminar no âmbito esportivo não significa, por si só, que essas instâncias tenham sido esgotadas. No mesmo dia, o STJD do Vôlei negou por unanimidade o Mandado de Garantia nº 002/2026, apresentado pela atleta. Com as duas decisões, a autorização provisória deixou de produzir efeitos e a restrição voltou a valer. Vale mencionar que o Osasco continua prestando apoio à Tiffany e o departamento jurídico do clube está alinhado à defesa da jogadora, que é a primeira atleta transgênero a atuar na elite do vôlei brasileiro. O que diz a CBV? Em nota, a Confederação Brasileira de Voleibol afirmou que cumpriu integralmente a decisão judicial enquanto ela esteve em vigor e que continuará seguindo as determinações da Justiça comum e da Justiça Desportiva. A entidade também declarou que sua Política de Elegibilidade é uma norma geral, aplicável igualmente às atletas, e reiterou seu compromisso com o respeito e a dignidade de todas as participantes. Veja a nota da CBV na íntegra: A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) informa que obteve decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro suspendendo, nesta sexta-feira (23), a decisão de primeira instância proferida em favor da atleta Tifanny Abreu. O fundamento da decisão é o artigo 217 da Constituição Federal, que estabelece que o Poder Judiciário só deve analisar ações sobre disciplina e competições esportivas depois de esgotadas as instâncias da Justiça Desportiva. Ao conceder o efeito suspensivo, o relator informou: "Todavia, em análise preliminar, a mera urgência decorrente do calendário esportivo não parece suficiente, isoladamente, para afastar o requisito constitucional, sobretudo quando a parte interessada já submeteu a questão à Justiça Desportiva e dispõe de recurso próprio contra a decisão que indeferiu a medida liminar. Com efeito, a negativa de tutela provisória por órgão da Justiça Desportiva não se confunde com o esgotamento das instâncias desportivas. Admitir que o indeferimento de medida liminar autorize, por si só, a imediata submissão da mesma pretensão ao Poder Judiciário pode implicar a transformação da jurisdição estatal em instância revisora de pronunciamentos interlocutórios desportivos, em aparente desconformidade com a sistemática estabelecida pelo art. 217, § 1º, da Constituição Federal." Pouco depois, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol concluiu o julgamento do Mandado de Garantia nº 002/2026, impetrado pela atleta, e, por unanimidade, negou a ordem. Com as duas decisões, a decisão anterior deixa de produzir efeitos e a atleta não tem condição de jogo. A CBV reafirma que cumpriu integralmente a decisão anterior enquanto ela esteve em vigor, e seguirá cumprindo todas as determinações do poder judiciário e da justiça desportiva. A entidade mantém seu compromisso com o respeito e a dignidade de todas as atletas, e reitera que sua Política de Elegibilidade é uma norma geral, aplicável igualmente a todas, alinhada aos critérios do Comitê Olímpico Internacional e da Federação Internacional de Voleibol. 'Perguntas frequentes' Tifanny Abreu está impedida porque perdeu a autorização provisória para disputar competições femininas organizadas pela CBV. O TJRJ suspendeu a liminar concedida à atleta, e o STJD do Vôlei rejeitou seu Mandado de Garantia por unanimidade. A Política de Elegibilidade da CBV exige, entre outros critérios, teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino. Segundo a confederação, a norma segue diretrizes do Comitê Olímpico Internacional e da Federação Internacional de Voleibol. O TJRJ entendeu que as instâncias da Justiça Desportiva ainda não haviam sido esgotadas. O relator fundamentou a decisão no artigo 217 da Constituição Federal e afirmou que a rejeição de uma medida liminar esportiva não representa, por si só, o fim da tramitação nessa esfera. Tifanny Abreu permanece sem condição de jogo enquanto as decisões estiverem em vigor, mas a disputa judicial ainda não terminou. Ao ge, o advogado Luis Fernando Novaes afirmou que pedirá uma reavaliação ao TJRJ e buscará outras alternativas na Justiça comum. Amparada pela liminar concedida em 16 de outubro, Tifanny Abreu atuou na Supercopa Feminina e na estreia do Osasco na Superliga Feminina. A CBV afirmou que cumpriu integralmente a liminar enquanto ela esteve em vigor e que seguirá as determinações da Justiça comum e da Justiça Desportiva. A confederação declarou ainda que sua Política de Elegibilidade é uma norma geral e reiterou o compromisso com o respeito e a dignidade das atletas. Mais de Esporte Por que Kimi Antonelli não foi campeão no GP dos Estados Unidos? Apesar da vitória no GP dos Estados Unidos, o italiano dependeu de resultados dos rivais para conquistar o título; decisão fica para o GP do México Fórmula 1: o que Kimi Antonelli precisa para ser campeão no GP do México? Após vencer o GP dos Estados Unidos, italiano da Mercedes precisa de apenas dois pontos na próxima etapa para conquistar o título mundial da F1 Time alemão vai premiar torcedores que não usarem celular durante os jogos Para tentar reduzir esse comportamento, o Dortmund oferecerá prêmios como camisas autografadas e vales para compra de produtos oficiais do clube GP do México da Fórmula 1: veja datas, horários e onde assistir Categoria chega ao México para segunda semana de corrida seguida; confira os horários dos treinos, da classificação e da corrida e onde assistir

Exame Invest 26 de out. de 2026

Nasa provoca China em disputa pela Lua e insinua que programa espacial chinês é 'coisa de criança'

Agência americana prepara testes de acoplagem em órbita terrestre enquanto Pequim planeja uma instalação permanente na Lua China avança rumo à Lua, e Nasa invoca liderança histórica dos EUA (Elen11/Getty Images) Repórter Publicado em 26 de outubro de 2026 às 15h28. A Nasa recorreu à trajetória do programa espacial dos Estados Unidos para dimensionar os avanços da China na disputa pela Lua. Durante uma coletiva sobre a missão Artemis III, nesta sexta-feira, 23, o administrador da agência, Jared Isaacman, lembrou que o primeiro voo orbital tripulado chinês ocorreu em 2003, mais de quatro décadas depois do realizado pelo americano John Glenn, em 1962. Segundo Isaacman, quando a China enviou seu primeiro astronauta ao espaço, os Estados Unidos já haviam realizado seis pousos tripulados na Lua e 113 missões com ônibus espaciais. O administrador afirmou que, desde aquele período, quando o programa chinês ainda estava na “infância”, o país colocou em órbita centenas de satélites de comunicação, observação da Terra e uso militar. As declarações ocorreram durante a apresentação de prazos e parcerias do programa Artemis. A Artemis III deverá testar manobras de encontro e acoplagem em órbita terrestre, como preparação para o retorno de astronautas à superfície lunar, previsto para 2028. Avanços chineses ampliam disputa pela Lua Nos últimos cinco anos, a China colocou em operação a Tiangong, estação que funciona como laboratório orbital. O país também trouxe à Terra as primeiras amostras de solo do lado oculto da Lua, feito que nenhuma outra nação havia realizado. Esses resultados deram projeção à competição espacial entre Pequim e Washington. O plano chinês de estabelecer uma instalação permanente na Lua até 2040 provocou reações no Congresso americano, onde parlamentares passaram a defender uma resposta dos Estados Unidos. A Nasa, por sua vez, promete construir um posto avançado americano na superfície lunar. A comparação entre os programas, porém, enfrenta limitações: o acesso às informações sobre o desenvolvimento aeroespacial chinês dificulta avaliar em que estágio estão todos os projetos do país. Artemis III terá testes de acoplagem em órbita terrestre Em outubro, a agência americana informou que a montagem do foguete SLS, sigla em inglês para Sistema de Lançamento Espacial, avançou com o empilhamento dos propulsores e a instalação dos motores principais. O cronograma prevê o transporte do foguete à plataforma para testes de abastecimento e simulações dos procedimentos do dia do lançamento. A preparação também inclui inspeções nos painéis solares da cápsula Orion e reparos na plataforma. A Artemis III deverá avaliar a capacidade de encontro e acoplagem com módulos de pouso comerciais em órbita baixa da Terra. Esses procedimentos integram a preparação para as operações que permitirão levar astronautas à Lua. A tripulação anunciada reúne Randy Bresnik, como comandante; o italiano Luca Parmitano, como piloto; e Andre Douglas e Frank Rubio, como especialistas de missão. Bob Hines foi indicado para a equipe reserva. Os treinamentos incluem evacuação de emergência, uso de trajes espaciais e resgate no mar com helicópteros. Os exercícios acompanham os testes dos equipamentos do foguete e da nave Orion. Artemis II testou nave com astronautas a bordo Realizada em abril de 2026, a Artemis II durou cerca de dez dias e levou astronautas às proximidades da Lua após um intervalo de mais de 50 anos. A missão teve como objetivo avaliar o funcionamento dos sistemas da Orion com uma tripulação a bordo. O voo não previa pouso. Diferentemente das missões Apollo que chegaram à superfície lunar, a Artemis II não transportou um módulo destinado à descida. A Orion e o SLS cumprem funções de transporte e navegação no espaço profundo. Para alcançar o solo lunar, o programa depende de um veículo de pouso, cuja integração às operações será testada nas próximas etapas. Mais de Ciência Homem de 107 anos revela o que mais comia ao falar sobre longevidade Veterano da Segunda Guerra Mundial conta qual refeição marcou sua vida e compartilha os hábitos que associa à própria trajetória como centenário De IA a cirurgias robóticas: os planos de Lula para as áreas de Ciência e Tecnologia Propostas incluem prontuário integrado, apoio ao diagnóstico e monitoramento de crimes ambientais por satélite Conheça o brasileiro que se tornou o 1º a ganhar prêmio nos EUA por divulgação da ciência nas redes Daniel Dahis foi reconhecido por vídeos em português sobre vacinas, doenças e tratamentos; pesquisador reúne mais de 750 mil seguidores Por que os neandertais desapareceram e o Homo sapiens sobreviveu? Estudos mostram que neandertais tinham capacidades sofisticadas semelhantes às nossas, mas clima, população, competição e até o acaso podem ter influenciado seu destino

Exame Invest 26 de out. de 2026

Por que Kimi Antonelli não foi campeão no GP dos Estados Unidos?

Apesar da vitória no GP dos Estados Unidos, o italiano dependeu de resultados dos rivais para conquistar o título; decisão fica para o GP do México Fórmula 1: Kimi Antonelli pode ser campeão no México; confira os cenários (CHANDAN KHANNA / AFP) Estagiária de jornalismo Publicado em 26 de outubro de 2026 às 15h17. O piloto Kimi Antonelli adiou a conquista do Mundial de Fórmula 1 de 2026 apesar de vencer o GP dos Estados Unidos, pois George Russell terminou acima do nono lugar e Lewis Hamilton, piloto da equipe Ferrari, ficou em quarto. Líder com 365 pontos, Antonelli será campeão no GP do México se terminar entre os nove primeiros, independentemente dos rivais. Kimi Antonelli terá que esperar, pelo menos, mais uma semana para assumir o título de Campeão Mundial da Fórmula 1 de 2026. O italiano perdeu a oportunidade de ser campeão no Grande Prêmio dos Estados Unidos. Apesar de ter conquistado o lugar mais alto no pódio do Texas, a vitória do jovem piloto dependia de uma combinação de resultados específicos, o que não aconteceu. Por que Antonelli não foi campeão nos Estados Unidos? Para ser campeão mundial da Fórmula 1 de 2026, Kimi Antonelli dependia não apenas da sua vitória, mas também de resultados específicos de seus rivais: George Russell e Lewis Hamilton, na Ferrari. No cenário perfeito para Antonelli, Russell não podia terminar acima do nono lugar e Hamilton, acima da quinta colocação. Por um momento, o cenário pareceu se desenhar exatamente assim, devido à punição do segundo piloto da Mercedes por ganhar vantagem fora da pista. Entretanto, o inglês conseguiu ganhar uma posição até o fim da prova e Hamilton ficou em quarto lugar. Qual o cenário para o GP do México? Com nove vitórias na temporada de 2026, Kimi Antonelli soma 365 pontos no campeonato, sendo 123 de vantagem sobre George Russell, vice-líder, e 124 sobre Lewis Hamilton, terceiro colocado. Na prática, Antonelli será campeão caso termine a prova entre os nove primeiros, independentemente dos resultados de seus rivais. Já que a nona posição na tabela vale dois pontos, o que colocaria o jovem com 367 pontos, uma diferença impossível de ser fechada nas próximas quatro etapas. Caso Antonelli termine em décimo, ele ainda poderá confirmar o campeonato, mas precisará que Russell não vença a corrida. Já na possibilidade de que o italiano fique fora da zona de pontuação, a conta depende de que o britânico e Lewis Hamilton, da Ferrari, não vençam o GP do México. 'Perguntas frequentes' Kimi Antonelli não conquistou o título porque dependia, além da própria vitória, de resultados específicos de George Russell e Lewis Hamilton. Russell precisava terminar no máximo em nono, enquanto Hamilton não poderia superar a quinta colocação. Kimi Antonelli venceu o GP dos Estados Unidos e alcançou o lugar mais alto do pódio no Texas. A vitória, porém, não foi suficiente para confirmar o título mundial. Kimi Antonelli lidera o campeonato com 365 pontos após nove vitórias na temporada. O italiano tem 123 pontos de vantagem sobre George Russell e 124 sobre Lewis Hamilton. Kimi Antonelli será campeão mundial se terminar o GP do México entre os nove primeiros, independentemente dos resultados dos rivais. A nona posição acrescentaria dois pontos e abriria uma vantagem impossível de ser superada nas quatro etapas restantes. Sim. Caso termine em décimo, Kimi Antonelli conquistará o título se George Russell não vencer o GP do México. Sim. Se Kimi Antonelli ficar fora da zona de pontuação, ele será campeão desde que George Russell e Lewis Hamilton não vençam o GP do México. Mais de Esporte Fórmula 1: o que Kimi Antonelli precisa para ser campeão no GP do México? Após vencer o GP dos Estados Unidos, italiano da Mercedes precisa de apenas dois pontos na próxima etapa para conquistar o título mundial da F1 Time alemão vai premiar torcedores que não usarem celular durante os jogos Para tentar reduzir esse comportamento, o Dortmund oferecerá prêmios como camisas autografadas e vales para compra de produtos oficiais do clube GP do México da Fórmula 1: veja datas, horários e onde assistir Categoria chega ao México para segunda semana de corrida seguida; confira os horários dos treinos, da classificação e da corrida e onde assistir Bola de Ouro: veja a lista completa de vencedores do prêmio ano a ano Premiação criada em 1956 reconhece os principais jogadores do futebol mundial; Lionel Messi é o maior vencedor da história, com oito troféus

Exame Invest 26 de out. de 2026

Após vitória de Lula, líderes mundiais defendem ampliar parcerias com o Brasil

Líderes da Europa, Ásia, África e Américas parabenizaram Lula e defenderam ampliar a cooperação com o Brasil em comércio, clima, investimentos e diplomacia Luiz Inácio Lula da Silva: presidente é reeleito no segundo turno das eleições presidenciais e celebra com apoiadores. (RICARDO STUCKERT / PR) Publicado em 26 de outubro de 2026 às 07h16. Última atualização em 26 de outubro de 2026 às 07h22. Líderes internacionais parabenizaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição e defenderam o fortalecimento das relações com o Brasil. Representantes da União Europeia e de países como França, Índia, África do Sul, Noruega, Guiana e Países Baixos destacaram a cooperação em comércio, investimentos, clima e diplomacia. As manifestações também abordaram integração regional, defesa do multilateralismo e parcerias estratégicas. Líderes internacionais parabenizaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição e defenderam o fortalecimento das parcerias com o Brasil. As manifestações foram publicadas nas redes sociais após a vitória do petista no segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo, 25. Entre os líderes que se manifestaram estão a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. As mensagens destacaram prioridades como livre comércio, mudanças climáticas, inovação e cooperação diplomática. Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo os resultados da eleição. Lula venceu em quais países no 2º turno das eleições 2026? Veja o mapa do mundo União Europeia quer manter cooperação comercial e climática com Brasil A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, parabenizou Lula e afirmou que a parceria entre a Europa e o Brasil continuará nos próximos anos. "A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil", escreveu a dirigente em uma publicação no X. Von der Leyen destacou que a Europa continuará trabalhando com o governo brasileiro em temas como livre comércio, ordem internacional baseada em regras e compromissos climáticos. "A parceria da Europa com o Brasil está prosperando. Continuaremos ao seu lado nos próximos anos", afirmou. A declaração também sinaliza a intenção de manter a cooperação econômica entre os dois lados, embora não apresente novos acordos ou medidas específicas. Congratulations to my friend @LulaOficial on his electoral victory. Democracy and multilateralism have won in Brazil. Europe’s partnership with Brazil is thriving. We will remain by your side for the years to come. Together we will keep working closely for free and open trade. A rules-based global order. And strong ambitions for our climate. — Ursula von der Leyen (@vonderleyen) October 26, 2026 Congratulations to my friend @LulaOficial on his electoral victory. Democracy and multilateralism have won in Brazil. Europe’s partnership with Brazil is thriving. We will remain by your side for the years to come. Together we will keep working closely for free and open trade. A rules-based global order. And strong ambitions for our climate. — Ursula von der Leyen (@vonderleyen) October 26, 2026 Macron defende fortalecimento da parceria estratégica com Lula O presidente francês, Emmanuel Macron, também parabenizou Lula e defendeu o aprofundamento das relações entre França e Brasil. "A França e o Brasil têm muito a construir juntos", escreveu Macron, em publicação no X. O francês afirmou que os dois países devem fortalecer sua parceria estratégica diante dos desafios internacionais e trabalhar por uma ordem mundial mais justa. "Diante dos grandes desafios do nosso tempo, vamos fortalecer nossa parceria estratégica e dar vida à amizade entre nossos dois países a serviço de um mundo mais justo", declarou. Toutes mes félicitations @LulaOficial pour ta réélection. La France et le Brésil ont beaucoup à construire ensemble. Face aux grands défis de notre temps, renforçons notre partenariat stratégique et faisons vivre l’amitié entre nos deux pays au service d’un monde plus juste. — Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) October 26, 2026 Toutes mes félicitations @LulaOficial pour ta réélection. La France et le Brésil ont beaucoup à construire ensemble. Face aux grands défis de notre temps, renforçons notre partenariat stratégique et faisons vivre l’amitié entre nos deux pays au service d’un monde plus juste. — Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) October 26, 2026 Índia quer ampliar parceria estratégica com Brasil O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou que pretende trabalhar com Lula para aprofundar e ampliar a parceria estratégica entre os dois países. Em sua mensagem, Modi destacou a cooperação em diferentes setores e a atuação conjunta em prioridades do Sul Global, expressão utilizada para se referir a países em desenvolvimento. "Espero trabalhar em estreita colaboração com ele para aprofundar e ampliar ainda mais a multifacetada parceria estratégica entre Índia e Brasil", escreveu. O primeiro-ministro também defendeu a construção de um mundo mais inclusivo, equitativo e sustentável. Heartiest congratulations to my dear friend, President Lula, on his remarkable re-election victory. I look forward to working closely with him to further deepen and expand the multifaceted India-Brazil Strategic Partnership. Together, we will continue to strengthen our cooperation across diverse sectors, advance the shared priorities of the Global South and work towards a more inclusive, equitable and sustainable world. @LulaOficial — Narendra Modi (@narendramodi) October 26, 2026 Heartiest congratulations to my dear friend, President Lula, on his remarkable re-election victory. I look forward to working closely with him to further deepen and expand the multifaceted India-Brazil Strategic Partnership. Together, we will continue to strengthen our cooperation across diverse sectors, advance the shared priorities of the Global South and work towards a more inclusive, equitable and sustainable world. @LulaOficial — Narendra Modi (@narendramodi) October 26, 2026 África do Sul destaca cooperação com Brasil e Sul Global O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, parabenizou Lula em nome do governo e da população sul-africana. Ramaphosa classificou a reeleição como uma vitória para o Sul Global e para as forças progressistas, em uma avaliação feita em sua publicação. "Esta vitória terá repercussões para além das fronteiras do Brasil", escreveu. O presidente sul-africano reafirmou o compromisso de fortalecer as relações bilaterais e a atuação conjunta em fóruns multilaterais. Segundo Ramaphosa, a cooperação deve buscar uma ordem internacional baseada na solidariedade e no respeito ao direito internacional. On behalf of the government and the people of South Africa I congratulate my dear brother and friend, President @LulaOficial and the people of Brazil. This victory will echo beyond the shores of Brazil. It is a victory for the global south and progressive forces throughout the world. We affirm our commitment to continue strengthening bilateral relations between our two countries and working closely together in all multilateral fora to forge a just and better world order underpinned by solidarity and adherence to international law. — Cyril Ramaphosa 🇿🇦 (@CyrilRamaphosa) October 26, 2026 On behalf of the government and the people of South Africa I congratulate my dear brother and friend, President @LulaOficial and the people of Brazil. This victory will echo beyond the shores of Brazil. It is a victory for the global south and progressive forces throughout the world. We affirm our commitment to continue strengthening bilateral relations between our two countries and working closely together in all multilateral fora to forge a just and better world order underpinned by solidarity and adherence to international law. — Cyril Ramaphosa 🇿🇦 (@CyrilRamaphosa) October 26, 2026 Suécia cita comércio, inovação e defesa na relação com Brasil O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, destacou os 200 anos de relações bilaterais entre os dois países ao parabenizar Lula pela reeleição. Kristersson afirmou que a trajetória diplomática é um exemplo da parceria entre Brasil e Suécia e defendeu a continuidade do trabalho conjunto. Entre as áreas mencionadas estão comércio, inovação, defesa, democracia e multilateralismo. "Vamos continuar o trabalho com nossa parceria estratégica", escreveu o primeiro-ministro. Congratulations @LulaOficial on your re-election as president of Brazil. 200 years of bilateral relations between Sweden and Brazil are a testament to our strong partnership. Let us continue the work with our strategic partnership, built on a shared commitment to trade, innovation, defence, democracy and multilateralism. — Ulf Kristersson (@SwedishPM) October 26, 2026 Congratulations @LulaOficial on your re-election as president of Brazil. 200 years of bilateral relations between Sweden and Brazil are a testament to our strong partnership. Let us continue the work with our strategic partnership, built on a shared commitment to trade, innovation, defence, democracy and multilateralism. — Ulf Kristersson (@SwedishPM) October 26, 2026 Presidente da Coreia do Sul parabeniza Lula e relembra encontros O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, enviou uma mensagem de congratulações a Lula, a quem chamou de amigo e companheiro. Em publicação que também incluiu uma versão em português, Lee afirmou acreditar que o presidente brasileiro continuará desempenhando um papel importante com base na confiança recebida dos eleitores. "Torço sinceramente para que siga avançando com determinação rumo ao futuro do Brasil que sempre idealizou", escreveu. O sul-coreano também relembrou conversas e momentos compartilhados com Lula e afirmou esperar um novo encontro entre os dois. Diferentemente das mensagens de outros líderes, a publicação de Lee não apresentou propostas específicas de cooperação econômica ou diplomática. 저의 각별한 친구이자 동지인 룰라 대통령(@LulaOficial)님, 누구보다 기쁜 마음으로 당선을 축하드립니다. 브라질 국민께서 보내주신 신뢰와 기대를 바탕으로 앞으로도 큰 역할 해주시리라 생각합니다. 대통령님이 그려오신 브라질의 미래를 향해 힘차게 나아가시길 진심으로 응원합니다. 함께 나눈 이야기와 웃음을 기억하며, 다시 만날 날을 고대합니다. 다시 한번 진심으로 축하드립니다! Presidente Lula, meu querido amigo e companheiro, é com imensa alegria que, mais do que ninguém, transmito-lhe minhas felicitações pela sua eleição. Acredito que, com base na confiança e nas expectativas depositadas pelo povo brasileiro, o senhor continuará desempenhando um papel importante. Torço sinceramente para que siga avançando com determinação rumo ao futuro do Brasil que sempre idealizou. Guardo com carinho as conversas e os momentos de alegria que compartilhamos e aguardo com expectativa o dia em que nos reencontraremos. Mais uma vez, meus sinceros parabéns! — 이재명 (@Jaemyung_Lee) October 26, 2026 저의 각별한 친구이자 동지인 룰라 대통령(@LulaOficial)님, 누구보다 기쁜 마음으로 당선을 축하드립니다. 브라질 국민께서 보내주신 신뢰와 기대를 바탕으로 앞으로도 큰 역할 해주시리라 생각합니다. 대통령님이 그려오신 브라질의 미래를 향해 힘차게 나아가시길 진심으로 응원합니다. 함께 나눈 이야기와 웃음을 기억하며, 다시 만날 날을 고대합니다. 다시 한번 진심으로 축하드립니다! Presidente Lula, meu querido amigo e companheiro, é com imensa alegria que, mais do que ninguém, transmito-lhe minhas felicitações pela sua eleição. Acredito que, com base na confiança e nas expectativas depositadas pelo povo brasileiro, o senhor continuará desempenhando um papel importante. Torço sinceramente para que siga avançando com determinação rumo ao futuro do Brasil que sempre idealizou. Guardo com carinho as conversas e os momentos de alegria que compartilhamos e aguardo com expectativa o dia em que nos reencontraremos. Mais uma vez, meus sinceros parabéns! — 이재명 (@Jaemyung_Lee) October 26, 2026 Noruega destaca parceria econômica e cooperação ambiental com Brasil O ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, parabenizou Lula pela reeleição e destacou a importância do Brasil na defesa do multilateralismo, da democracia e do meio ambiente. "O Brasil é uma voz forte e construtiva no mundo e um parceiro próximo na defesa do multilateralismo, da democracia, do clima e da natureza", escreveu Eide no X. O ministro também ressaltou que Noruega e Brasil mantêm uma ampla cooperação econômica. Warm congratulations to @LulaOficial on his decicisive victory in Brazil’s elections. Brazil is a strong and constructive voice in the world and a close partner in the defence of multilateralism, democracy, climate and nature. 🇳🇴 & 🇧🇷 also have an extensive economic cooperation. https://t.co/ZsyRPmrFlu — Espen Barth Eide (@EspenBarthEide) October 26, 2026 Warm congratulations to @LulaOficial on his decicisive victory in Brazil’s elections. Brazil is a strong and constructive voice in the world and a close partner in the defence of multilateralism, democracy, climate and nature. 🇳🇴 & 🇧🇷 also have an extensive economic cooperation. https://t.co/ZsyRPmrFlu — Espen Barth Eide (@EspenBarthEide) October 26, 2026 Barbados quer fortalecer relações com Brasil após vitória de Lula A primeira-ministra de Barbados, Mia Amor Mottley, parabenizou Lula pela conquista de um quarto mandato presidencial e afirmou que pretende fortalecer as relações entre os dois países. Mottley destacou o compromisso compartilhado com a justiça social e a melhoria das condições de vida da população. "Espero fortalecer a amizade entre Barbados e Brasil enquanto continuamos a construir um mundo mais justo, inclusivo e pacífico", escreveu. A primeira-ministra também afirmou que a política deve melhorar a vida das pessoas, preservar sua dignidade e oferecer esperança àqueles que enfrentam maiores dificuldades. With great joy, I congratulate my dear brother President Lula @LulaOficial on his historic fourth presidential election victory and the renewed trust of the Brazilian people. We share a simple but profound conviction. Politics must improve people’s lives, uphold their dignity and bring hope to those too often left behind. That commitment to social justice remains at the heart of our work. I look forward to strengthening the friendship between Barbados and Brazil as we continue building a fairer, more inclusive and peaceful world. May God continue to guide and strengthen you, dear brother. There is much work ahead, and much good still to be done! — Mia Amor Mottley (@miaamormottley) October 26, 2026 With great joy, I congratulate my dear brother President Lula @LulaOficial on his historic fourth presidential election victory and the renewed trust of the Brazilian people. We share a simple but profound conviction. Politics must improve people’s lives, uphold their dignity and bring hope to those too often left behind. That commitment to social justice remains at the heart of our work. I look forward to strengthening the friendship between Barbados and Brazil as we continue building a fairer, more inclusive and peaceful world. May God continue to guide and strengthen you, dear brother. There is much work ahead, and much good still to be done! — Mia Amor Mottley (@miaamormottley) October 26, 2026 Guiana defende ampliação do comércio e dos investimentos com Brasil O presidente da Guiana, Irfaan Ali, parabenizou Lula pela reeleição e defendeu o aprofundamento da cooperação econômica e diplomática entre os dois países. Ali afirmou que pretende trabalhar com o governo brasileiro para fortalecer as relações bilaterais, ampliar o comércio e os investimentos e avançar na integração regional. "Espero continuar nossa estreita colaboração para fortalecer as relações bilaterais, aprofundar a integração regional, ampliar o comércio e os investimentos e promover nosso compromisso compartilhado com o desenvolvimento sustentável e a prosperidade regional", escreveu. O presidente também destacou os laços de amizade e respeito mútuo entre Brasil e Guiana e afirmou que a reeleição permitirá a continuidade das políticas adotadas no mandato anterior. I extend warmest congratulations to @LulaOficial on your re-election as President of the Federative Republic of Brazil for a historic fourth term. Your historic reelection will allow you and your party to build on the progress achieved over the previous term and to pursue a future of greater opportunity for all Brazilians. Guyana and Brazil enjoy strong and enduring bonds of friendship, mutul respect and cooperation. I look forward to continuing our close collaboration to strengthen bilateral relations, deepen regional integration, expand trade and investment, and advance our shared commitment to sustainable development and regional prosperity. I congratulate President @LulaOficial and the people of Brazil on this important democratic milestone and extend my best wishes for continued peace, progress and prosperity. — President Dr Irfaan Ali (@presidentaligy) October 26, 2026 I extend warmest congratulations to @LulaOficial on your re-election as President of the Federative Republic of Brazil for a historic fourth term. Your historic reelection will allow you and your party to build on the progress achieved over the previous term and to pursue a future of greater opportunity for all Brazilians. Guyana and Brazil enjoy strong and enduring bonds of friendship, mutul respect and cooperation. I look forward to continuing our close collaboration to strengthen bilateral relations, deepen regional integration, expand trade and investment, and advance our shared commitment to sustainable development and regional prosperity. I congratulate President @LulaOficial and the people of Brazil on this important democratic milestone and extend my best wishes for continued peace, progress and prosperity. — President Dr Irfaan Ali (@presidentaligy) October 26, 2026 Cazaquistão destaca papel do Brasil na reforma da ONU O presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, parabenizou Lula e destacou a atuação brasileira em temas de política externa. Em sua mensagem, Tokayev afirmou que os eleitores brasileiros demonstraram apoio à política de fortalecimento da soberania nacional, à ampliação da presença do Brasil no cenário internacional e à defesa de mudanças na Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente cazaque também mencionou a atuação de Lula em favor de uma ordem mundial baseada na justiça. I congratulate you, President @LulaOficial, on your well-deserved victory in the presidential election. The Brazilian people have expressed their support for your policy of strengthening national sovereignty, enhancing Brazil’s standing as a major global power, advancing reform of the United Nations, and promoting a world order based on justice. — Qasym-Jomart Toqayev (@TokayevKZ) October 26, 2026 I congratulate you, President @LulaOficial, on your well-deserved victory in the presidential election. The Brazilian people have expressed their support for your policy of strengthening national sovereignty, enhancing Brazil’s standing as a major global power, advancing reform of the United Nations, and promoting a world order based on justice. — Qasym-Jomart Toqayev (@TokayevKZ) October 26, 2026 Palestina quer aprofundar parceria com Brasil em agenda de paz A ministra das Relações Exteriores e dos Expatriados da Palestina, Varsen Aghabekian Shahin, parabenizou Lula pela reeleição e defendeu o fortalecimento das relações entre os dois países. "Palestina e Brasil compartilham fortes laços de amizade e solidariedade", escreveu a ministra no X. Shahin afirmou que espera aprofundar a parceria bilateral e avançar em iniciativas voltadas à paz e à justiça. Congratulations to President Luiz Inácio Lula da Silva on his re-election, and to people of Brazil on this achievement. Palestine and Brazil share strong bonds of friendship and solidarity. We look forward to deepening our partnership & advancing peace and justice. @LulaOficial — Varsen Aghabekian Shahin (@VarsenAghShahin) October 26, 2026 Congratulations to President Luiz Inácio Lula da Silva on his re-election, and to peo…

Exame Invest 26 de out. de 2026

Como a Gerdau vai fortalecer operação nos EUA enquanto busca competitividade no Brasil

A siderúrgica Gerdau pretende fortalecer sua operação nos Estados Unidos em 2027 e concentrar os investimentos no Brasil em ganhos de competitividade, afirma o CEO Gustavo Werneck. No segundo trimestre de 2026, a América do Norte gerou R$ 2,6 bilhões de Ebitda ajustado, ante R$ 705 milhões da operação brasileira. A Gerdau pretende fortalecer sua operação nos Estados Unidos em 2027 e direcionar investimentos no Brasil à busca por competitividade, afirma Gustavo Werneck, CEO da siderúrgica, em entrevista exclusiva ao EXAME Insight. O executivo vê as duas geografias como importantes para a companhia, mas aponta diferenças no ambiente de negócios que influenciam a atividade empresarial. “Nos Estados Unidos, onde a gente está muito bem, vamos seguir fortalecendo a nossa operação. E aqui no Brasil, investimentos para seguir continuamente buscando competitividade”, diz. Saiba antes. Receba as notícias do INSIGHT no seu WhatsApp Os resultados mais recentes ajudam a explicar essa diferença. No segundo trimestre de 2026, a Gerdau registrou receita líquida de R$ 17,9 bilhões e Ebitda ajustado de R$ 3,43 bilhões, alta de 33,9% em relação ao mesmo período de 2025. O lucro líquido atingiu R$ 1,47 bilhão, avanço de 69,7%. A melhora foi sustentada principalmente pela América do Norte. A região gerou aproximadamente R$ 2,6 bilhões de Ebitda ajustado no trimestre, enquanto o Brasil contribuiu com R$ 705 milhões. A operação brasileira melhorou em relação aos três primeiros meses do ano, mas seu Ebitda ainda ficou 19,6% abaixo do registrado um ano antes. A receita no país caiu 8,6%, para R$ 6,69 bilhões, e a margem Ebitda passou de 12% para 10,5%. “O ambiente de negócios nos Estados Unidos é muito mais simples, é muito mais amigável, atrai muito mais investimento, muito mais iniciativa empresarial do que aqui no Brasil”, afirma Werneck. O cenário americano combina demanda de setores como data centers, energia renovável e indústria com proteção à produção local. A presença industrial da Gerdau permite que a companhia atenda esse mercado com aço fabricado na região, em vez de depender de exportações brasileiras. Na Casas Bahia, recuperação judicial abre caminho para crédito novo Em entrevista à CNN em julho, Chia Wang, presidente da Gerdau Aços Longos na América do Norte, afirmou que as tarifas de até 50% sobre o aço importado reduziram a entrada de produtos estrangeiros e direcionaram demanda aos fabricantes domésticos. Segundo ele, o movimento aumentou a utilização das plantas da companhia e contribuiu para margens historicamente altas. A proteção comercial, portanto, também compõe o contexto favorável aos negócios americanos. “O que nós temos que seguir evoluindo no Brasil é reduzindo o custo Brasil, é desburocratizando”, diz Werneck. A busca por eficiência continua mobilizando recursos no país. Dos R$ 1 bilhão investidos pela Gerdau no segundo trimestre, 80% foram destinados às operações brasileiras. O orçamento de investimentos divulgado para 2026 é de R$ 4,7 bilhões. Primeiro unicórnio de games do Brasil, Wildlife Studios compra portfólio de empresa irmã do iFood O executivo também defende a continuidade da implementação da reforma tributária, independentemente do vencedor da eleição. Para ele, a agenda precisa ser acompanhada de medidas que ampliem a competitividade dos produtores brasileiros. “É fundamental que a gente siga implantando a reforma tributária e que o governo continue criando alternativas para o empresário brasileiro ser mais competitivo”, afirma. Perguntas frequentes A Gerdau pretende fortalecer sua operação nos Estados Unidos e direcionar os investimentos no Brasil à busca por competitividade em 2027. Segundo o CEO Gustavo Werneck, as duas geografias são importantes, mas apresentam ambientes de negócios diferentes. A Gerdau registrou receita líquida de R$ 17,9 bilhões e Ebitda ajustado de R$ 3,43 bilhões no segundo trimestre de 2026. O lucro líquido alcançou R$ 1,47 bilhão, alta de 69,7% em relação ao mesmo período de 2025. A operação americana é favorecida pela demanda de data centers, energia renovável e indústria, além da proteção à produção local. Segundo Gustavo Werneck, o ambiente de negócios nos Estados Unidos é mais simples e favorável ao investimento e à iniciativa empresarial. As tarifas de até 50% sobre o aço importado reduziram a entrada de produtos estrangeiros e direcionaram a demanda aos fabricantes locais, segundo Chia Wang, presidente da Gerdau Aços Longos na América do Norte. O executivo afirma que o movimento elevou a utilização das fábricas da companhia e contribuiu para margens historicamente altas. A Gerdau anunciou um orçamento de investimentos de R$ 4,7 bilhões para 2026. Dos R$ 1 bilhão investidos no segundo trimestre, 80% foram destinados às operações brasileiras. Gustavo Werneck defende a redução do custo Brasil, a desburocratização e a continuidade da implementação da reforma tributária, independentemente do vencedor da eleição. Segundo o CEO, o governo também precisa criar alternativas para tornar o empresário brasileiro mais competitivo.

Exame Invest 26 de out. de 2026

Como esta startup de impacto social conquistou um lugar no Web Summit Lisboa 2026

Selecionada para o Web Summit Lisboa 2026, startup do Rio aposta em tecnologia, parcerias e um marketplace de produtos perto do vencimento Selecionada para o Web Summit Lisboa 2026, Plantah amplia soluções socioambientais e prepara marketplace para reduzir o desperdício de alimentos (Plantah/Divulgação) Plataforma de conteúdo Publicado em 26 de outubro de 2026 às 07h00. A startup brasileira de engajamento socioambiental Plantah foi selecionada para o Web Summit Lisboa 2026, em missão da agência de promoção de exportações ApexBrasil e do hub de inovação Maravalley. Após 18 meses de operação, a empresa amplia projetos contra o desperdício de alimentos, desenvolve uma solução para idosos vulneráveis e prepara um marketplace de produtos próximos do vencimento. A startup brasileira Plantah vai contra a corrente, expandindo em um modelo de negócios que se baseia em rede social própria, mas que não depende estritamente do número de usuários. Lançada há aproximadamente um ano e meio, a Plantah combina tecnologia, engajamento digital, sustentabilidade e desenvolvimento de soluções para desafios sociais, o que faz a plataforma crescer organicamente. Entre os avanços mais recentes estão: A seleção para o Web Summit Lisboa 2026, integrando a Missão da ApexBrasil e do Maravalley, A conquista do Desafio Regenera — Soluções para o Rio, organizado pela PUC-Rio, O desenvolvimento de uma solução voltada à saúde de idosos em situação de vulnerabilidade, com recursos de edital da FAPERJ, A ampliação de parcerias para combater o desperdício de alimentos e fortalecer a economia circular. A empresa também alcançou soluções inovadoras para resolver a logística da entrega das doações no estado do Rio de Janeiro através de um parceiro logístico, a Rio Quality. A empresa também prepara o lançamento de um marketplace voltado à comercialização de produtos próximos do vencimento, com descontos significativos para os consumidores. Do Rio de Janeiro para o cenário internacional A participação no Web Summit Lisboa, um dos principais encontros internacionais de tecnologia e empreendedorismo, representa um novo capítulo na trajetória do Plantah. Selecionada para integrar a iniciativa apoiada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e do Maravalley (Hub de Inovação da Cidade do Rio de Janeiro), a startup pretende apresentar sua tecnologia a investidores, empresas e potenciais parceiros nacionais e internacionais. A presença em Lisboa ocorre em um momento de amadurecimento do negócio, quando a empresa passa a reunir experiências concretas de aplicação em diferentes segmentos. Mais do que buscar visibilidade internacional, a estratégia é demonstrar que soluções desenvolvidas no Brasil podem responder a desafios globais, como desperdício de alimentos, gestão de resíduos, inclusão social e mobilização comunitária. De plataforma de engajamento a ecossistema de soluções A evolução do Plantah nos últimos 18 meses revela uma mudança importante em seu posicionamento. O que começou como uma plataforma de conexão e engajamento socioambiental vem se transformando em um ecossistema de soluções tecnológicas voltadas a diferentes necessidades de empresas, organizações e comunidades. As frentes de atuação, embora distintas, compartilham uma mesma lógica: utilizar infraestrutura digital para conectar demandas, organizar processos, estimular a participação e produzir resultados mensuráveis. Essa diversidade de aplicações também amplia as possibilidades de crescimento comercial da empresa, que passa a atuar em mercados com demandas recorrentes por digitalização, eficiência e sustentabilidade. Próximo passo é transformar impacto em escala Com novas parcerias, projetos em desenvolvimento e participação internacional, o Plantah entra em uma fase na qual o principal desafio será ampliar a escala das soluções e consolidar um modelo de negócios sustentável. O lançamento do Mercado Circular, a expansão territorial das operações e o fortalecimento das relações com empresas e instituições estão entre os movimentos previstos para os próximos meses. A ambição é construir, a partir do Brasil, uma plataforma capaz de conectar milhões de pessoas e organizações em torno de soluções que conciliem desenvolvimento econômico, inovação e impacto positivo. Em apenas um ano e meio, o Plantah começa a demonstrar que a tecnologia de impacto pode ir além do discurso: pode evitar desperdícios, melhorar serviços, mobilizar comunidades e criar novas oportunidades de negócios. E, com a chegada ao Web Summit Lisboa, a startup pretende mostrar que essa transformação pode alcançar uma escala ainda maior. 'Perguntas frequentes' A Plantah é uma startup brasileira que combina rede social, tecnologia e soluções socioambientais. Seu modelo de negócios não depende estritamente do número de usuários e envolve o desenvolvimento de soluções digitais para empresas, organizações e comunidades. A Plantah foi selecionada para participar do Web Summit Lisboa 2026, integrando a Missão da ApexBrasil e do Maravalley, hub de inovação da cidade do Rio de Janeiro. A startup pretende apresentar sua tecnologia a investidores, empresas e potenciais parceiros nacionais e internacionais. A Plantah amplia parcerias para combater o desperdício de alimentos e conta com a Rio Quality como parceira logística para a entrega de doações no estado do Rio de Janeiro. A empresa também prepara um marketplace para comercializar produtos próximos do vencimento com descontos significativos. O Mercado Circular é o marketplace que a Plantah prepara para comercializar produtos próximos do vencimento com descontos para os consumidores. O lançamento faz parte da estratégia de expansão da startup e de fortalecimento de soluções voltadas à economia circular. A Plantah conquistou o Desafio Regenera — Soluções para o Rio, organizado pela PUC-Rio, e desenvolve uma solução de saúde voltada a idosos em situação de vulnerabilidade, com recursos de edital da FAPERJ. A empresa também atua em iniciativas de mobilização comunitária e engajamento socioambiental. A Plantah pretende ampliar a escala de suas soluções, expandir territorialmente suas operações e fortalecer parcerias com empresas e instituições. Entre os projetos previstos estão o lançamento do Mercado Circular e a consolidação de um modelo de negócios que combine desenvolvimento econômico, inovação e impacto positivo. Mais de Bússola Cibernarcisismo: o que é e como afeta nosso comportamento digital? A necessidade de transformar momentos pessoais em conteúdo pode comprometer a espontaneidade das experiências e reforçar a dependência da aprovação alheia O que o Brasil deve fazer para se tornar potência no mercado de cannabis medicinal? Novas regras da Anvisa abrem espaço para produção nacional, mas financiamento e pesquisa serão decisivos para o setor Marco Legal do Transporte: como financiar a mobilidade urbana no longo prazo Novo marco legal exige equilíbrio entre poder público, empresas e passageiros para garantir sustentabilidade financeira aos transportes nas cidades Antecipação de recebíveis: como a reforma tributária muda o custo do crédito em 2027 Reforma tributária, CBS e duplicata escritural exigem novos critérios para calcular valores e riscos na antecipação de títulos

Exame Invest 26 de out. de 2026

Quais profissões estão surgindo com a inteligência artificial? Conheça 7 funções em alta

Da engenharia ao desenvolvimento de produtos e à governança tecnológica, novas especializações acompanham a adoção da IA nas empresas e ampliam as possibilidades de carreira A expansão da inteligência artificial abre espaço para profissionais de desenvolvimento, análise, produtos e governança (Magnific/Reprodução) Redatora Publicado em 26 de outubro de 2026 às 06h01. A expansão da inteligência artificial está criando oportunidades para profissionais que desenvolvem a tecnologia, adaptam suas aplicações às empresas e avaliam seus resultados. Algumas funções exigem formação técnica avançada; outras combinam conhecimentos de negócios, comunicação e análise de dados. O movimento aparece no Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, que aponta especialistas em inteligência artificial e aprendizado de máquina entre as ocupações com maior crescimento projetado até 2030. Já o LinkedIn identificou o engenheiro de IA como uma das funções em destaque em seu levantamento global de empregos em ascensão de 2025. A seguir, sete carreiras relacionadas a esse mercado e às necessidades que surgem conforme as organizações incorporam a tecnologia. Aprenda IA do zero com EXAME + Saint Paul: pré-MBA online (4 aulas) por R$37. Ideal pra quem quer começar e não sabe como. Matrículas abertas. 1. Engenheiro de inteligência artificial Desenvolve aplicações que utilizam IA, integrando modelos, dados e software para resolver problemas específicos. Pode trabalhar na criação de assistentes virtuais, sistemas de recomendação e soluções automatizadas. Programação, matemática e conhecimento de dados costumam fazer parte dos requisitos. 2. Engenheiro de aprendizado de máquina O profissional de machine learning desenvolve e aprimora modelos capazes de identificar padrões nos dados. Seu trabalho envolve preparar informações, testar resultados e melhorar o desempenho das aplicações. A função exige conhecimentos de estatística, programação e avaliação de modelos. 3. Engenheiro de prompts Cria e testa instruções para orientar ferramentas de IA generativa a produzir respostas mais adequadas a determinada tarefa. A função pode envolver experimentação, avaliação de resultados e definição de padrões de uso. Embora exista como especialização, suas atribuições podem estar incorporadas a cargos de produto, conteúdo ou tecnologia. Quer entender IA na prática? EXAME + Saint Paul criaram um pré-MBA com 4 aulas online por R$37. Comece do zero e dê o primeiro passo agora. 4. Treinador e avaliador de IA Ajuda a aprimorar ferramentas ao classificar respostas, identificar erros e comparar resultados segundo critérios definidos. Dependendo do projeto, pode ser necessário dominar idiomas, programação ou conhecimentos específicos, como direito e finanças. Parte dessas oportunidades é oferecida por contratos temporários ou por tarefa. 5. Gerente de produtos de IA Conecta as necessidades dos usuários ao desenvolvimento de soluções tecnológicas. Define prioridades, acompanha testes e coordena equipes de engenharia, design e negócios. Além de conhecer o mercado, precisa compreender as possibilidades e limitações da IA para avaliar se um produto realmente resolve o problema proposto. Todo mundo fala de IA — poucos sabem por onde começar. O pré-MBA EXAME + Saint Paul ensina em 4 aulas, online, por R$37. Comece hoje. Vagas abertas. 6. Especialista em governança e ética de IA Ajuda as organizações a estabelecer regras para o uso responsável da tecnologia. Entre as atribuições estão avaliar riscos, documentar decisões, acompanhar a proteção de dados e verificar o cumprimento de normas. Direito, segurança da informação, gestão de riscos e conhecimento técnico podem ser relevantes para a função. 7. Especialista em integração de IA Trabalha para incorporar soluções de inteligência artificial aos processos e sistemas já utilizados por uma empresa.Pode mapear tarefas, conectar ferramentas e acompanhar a implementação. O cargo exige compreensão dos fluxos de trabalho, capacidade de resolver problemas e, conforme a vaga, conhecimentos de programação e integração de sistemas. Como se preparar para essas carreiras O caminho depende da função desejada. Quem pretende trabalhar com engenharia deve investir em programação, matemática e dados. Para áreas de produto, integração e governança, conhecimentos de negócios, gestão de projetos e avaliação de riscos podem complementar a formação técnica. Aprender a utilizar ferramentas de IA é um ponto de partida, mas projetos práticos ajudam a demonstrar competências. Criar uma aplicação simples, documentar um processo automatizado ou avaliar os resultados de uma ferramenta são maneiras de construir um portfólio. Acompanhar os requisitos das vagas e desenvolver habilidades compatíveis com a área escolhida é uma forma mais consistente de se preparar para as mudanças do mercado. Mais de Inteligência Artificial Analista de automação com IA: o que faz, quanto pode ganhar e como se preparar Profissionais que combinam conhecimento de processos, ferramentas digitais e inteligência artificial ajudam empresas a reduzir tarefas manuais Como chips de IA viraram lastro para para empréstimos e dívidas bilionárias Operações apoiadas em equipamentos e contratos de computação atraem grandes credores, mas dependem de pagamentos, execução e vida econômica dos ativos OpenAI acelera busca por falhas, mas correções viram gargalo da defesa com IA Iniciativa com Trail of Bits acumula quase 2 mil achados; revisão humana e testes continuam necessários para transformar descobertas em proteção IA ainda não mostra ganhos claros fora das gigantes, diz consultoria Comparação de receitas e margens questiona a difusão dos benefícios, mas não mede diretamente o retorno dos projetos de inteligência artificial

Exame Invest 26 de out. de 2026

Lula venceu em quais países no 2º turno das eleições 2026? Veja o mapa do mundo

Presidente foi o mais votado em 62 países, enquanto Flávio Bolsonaro venceu em 39; Europa concentrou algumas das maiores vantagens do petista Entre os países em que Lula liderou está Portugal, com 59,4% dos votos válidos (NurPhoto / Colaborador/Getty Images) Publicado em 26 de outubro de 2026 às 06h01. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo, 25, com 51,75% e parte dos votos vieram de fora do país. O petista foi o mais votado entre os brasileiros que no exterior no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Lula venceu em 62 países, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente em 39. Com 100% das urnas apuradas no exterior, Lula recebeu 200.154 votos (53,86% dos votos válidos), contra 171.497 (46,14%) de Flávio Bolsonaro. A diferença foi de 28.657 votos, equivalente a 7,71 pontos percentuais. O resultado revela uma divisão geográfica entre os eleitores brasileiros que vivem fora do país. Lula conquistou a maioria dos votos em países como Portugal, Alemanha, França, Reino Unido, Canadá e Austrália. Flávio Bolsonaro, por sua vez, venceu nos Estados Unidos, no Japão e em países como Paraguai, Bolívia e Israel. Entre os maiores colégios eleitorais, Flávio Bolsonaro recebeu 62,65% dos votos válidos nos Estados Unidos e 80,08% no Japão. Já Lula venceu em Portugal, com 59,42%, e na Alemanha, com 79,09%. Veja o mapa da votação no exterior O mapa da votação dos brasileiros no exterior mostra a distribuição das vitórias de Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em quais países Lula venceu no segundo turno A Europa foi uma das principais bases eleitorais de Lula no exterior. O presidente venceu em Portugal, Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, Itália, Suíça, Bélgica, Irlanda e Países Baixos. O petista também conquistou a maioria dos votos na Áustria, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Finlândia, Hungria, Noruega, Polônia, Romênia, Rússia, Sérvia, Suécia, Tchéquia e Turquia. Em Portugal, Lula recebeu 34.319 votos (59,42%), contra 23.433 (40,58%) de Flávio Bolsonaro. A diferença foi de 10.886 votos. Na Alemanha, a vantagem foi ainda maior: 16.549 votos (79,09%) para Lula, contra 4.374 (20,91%) para Flávio Bolsonaro. Na França, o presidente alcançou 83,96% dos votos válidos, enquanto na Dinamarca teve 85,06%. Na Irlanda e nos Países Baixos, também superou a marca de 80%. Nas Américas, Lula venceu na Argentina, Canadá, Chile, Cuba, Guiana Francesa, Haiti, México e Uruguai. Na Oceania, Lula ficou à frente na Austrália, com 63,46% dos votos válidos, e na Nova Zelândia, com 80,54%. O presidente também venceu em países asiáticos e do Oriente Médio, como Arábia Saudita, China, Coreia do Sul, Índia, Irã, Jordânia, Kuwait, Líbano, Palestina, Singapura e Síria. Na África, ficou à frente em Angola, Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Egito, Gana, Marrocos, Namíbia, Nigéria, Quênia, Senegal, Tanzânia e Tunísia. Em quais países Flávio Bolsonaro venceu no segundo turno Flávio Bolsonaro venceu em 39 países, incluindo Estados Unidos, Japão, Paraguai, Bolívia e Israel. Nos Estados Unidos, maior colégio eleitoral brasileiro fora do país, o senador recebeu 62,65% dos votos válidos, contra 37,35% de Lula. No Japão, a vantagem foi ainda mais expressiva. Flávio Bolsonaro conquistou 80,08% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 19,92%. Na América do Sul, Flávio venceu no Paraguai, com 86,60%, e na Bolívia, com 78,29%. Também ficou à frente na Colômbia, no Equador, no Peru, no Suriname e na Venezuela. Na Ásia, o candidato do PL venceu em países e localidades eleitorais como Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Malásia, Nepal, Tailândia, Taiwan, Timor-Leste e Vietnã. Flávio também recebeu mais votos em Israel, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã. Na Europa, venceu na Grécia e na Ucrânia. Onde Lula e Flávio Bolsonaro tiveram os maiores percentuais O melhor desempenho proporcional de Lula entre os países e localidades com votos válidos foi registrado em Cuba, onde recebeu 97,73%, seguido pela Palestina, com 95,60%, e pela Síria, com 90,60%. Flávio Bolsonaro alcançou seu maior percentual no Nepal, com 92,31%, seguido pelo Paraguai, com 86,60%, e pela Guiana, com 85,45%. Entre os maiores colégios eleitorais, destacam-se as vitórias de Lula na Alemanha, com 79,09%, e de Flávio Bolsonaro no Japão, com 80,08%. Quantos brasileiros votaram no exterior Ao todo, 381.443 brasileiros compareceram às urnas no exterior, o equivalente a 41,63% do eleitorado habilitado fora do Brasil. A abstenção chegou a 58,37%, abaixo dos 62,69% registrados no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Lula também ampliou sua votação entre os dois turnos. O presidente conquistou 42.767 votos adicionais, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 27.597 votos a mais. Na comparação com o segundo turno de 2022, quando Lula enfrentou Jair Bolsonaro (PL), o petista também ampliou seu percentual no exterior. Naquela eleição, recebeu 51,28% dos votos válidos, contra 48,72% do adversário. Em 2026, alcançou 53,86%. Mais de Mundo Alberto Fernández e Cristina Kirchner parabenizam Lula por reeleição Ex-presidentes da Argentina foram às redes sociais comemorar vitória do candidato do PT Líderes das Américas parabenizam Lula por vitória no 2º turno Do Paraguai ao Canadá, presidentes e primeiro-ministro cumprimentaram o candidato reeleito do PT Lideranças internacionais da esquerda celebram vitória de Lula Candidato do PT derrotou Flávio Bolsonaro nas urnas após ter ficado em 2º lugar no 1º turno Imprensa internacional repercute vitória de Lula na eleição presidencial Jornais e portais dos Estados Unidos, da Europa e da América do Sul noticiam virada do candidato do PT

EUA

Mercado Americano

CNBC 22 de out. de 2026

Jobless claims near the lowest since the 1960s as low-fire trend continues

Employers continue to hold onto workers even as hiring remains weak, sending weekly jobless claims to around their lowest levels in records that stretch back nearly six decades. Initial filings for unemployment insurance slipped to a seasonally adjusted 194,000 for the week ended Oct. 17, the Labor Department reported Thursday. That marked another leg lower in the low-fire trend, with the total just off the 189,000 reported for the week of July 18 that was the lowest since September 1969. Claims have averaged 212,000 over the past year, and the four-week moving average is down to 197,750. Those numbers come against an uncertain backdrop for the labor market. Nonfarm payrolls rose by just 29,000 in September and have averaged a gain of just 69,000 a month in 2026. The unemployment rate rose to 4.2%, an increase largely due to a sharp spike in labor force participation. Layoffs have remained modest, declining by 61,000 in August, according to Bureau of Labor Statistics data released Sept. 29. Over the prior 12 months, the layoff rate measured as a share of the total workforce fell to 1%, down 0.2 percentage point during the period. Job openings were relatively flat during the period. Read more CNBC economics coverage Analysis: Why a $2 trillion deficit and 5% Treasury yields are becoming America’s biggest economic challenge Housing is flashing warning signs just as the Fed weighs more rate hikes Economists: Hot PPI shows Fed’s work is not done How high inflation became a ‘fact of life’ in the U.S. "Despite extremely pessimistic views expressed in consumer confidence surveys regarding the economy overall, countless headlines describing job cuts from a variety of businesses, and the phantom job-stealing power of AI, the claims data suggests that labor market conditions are stable," Thomas Simons, chief U.S. economist at Jefferies, said in a client note. The data comes during the reference week that the BLS uses to calculate the payrolls growth number. The October jobs report will be released Nov. 6. Federal Reserve officials gather next week to issue their latest decision on interest rates. Policymakers in recent days have characterized the labor market as a source of general strength and focused more of their attention on the nettlesome inflation problem that has kept the pace of price increases well above the central bank's 2% target. Markets expect the Fed to hold off on a rate hike in October but then to institute another quarter percentage point increase in December. Correction: The October jobs report will be released Nov. 6. An earlier version misstated the month and date.

CNBC 22 de out. de 2026

Trump's approval rating on economy hits all-time low as midterm looms: CNBC survey

With less than two weeks to go before the congressional elections, Americans are nearly as gloomy about the economy as they were when the nation was emerging from the pandemic, and President Donald Trump's economic approval rating is hitting an all-time low, according to the latest CNBC All-America Economic Survey. Eight out of 10 Americans rate the economy as fair or poor, the highest number since December 2023 and one of several ominous signs for Republicans in the new polling data released Thursday that show why their candidates are facing an uphill battle in the midterm. Downbeat views on the economy are most intense among Democrats and independents, but there's been a strong move toward economic pessimism even among Republicans in recent months. Overall, 63% of the public is pessimistic about the current state of the economy and the outlook, up 1 percentage point from the July survey. But that percentage now includes 35% of Republicans, up 6 points from July and the highest level of Republican pessimism of either of Trump's two terms. "We got there not because of independents or Democrats getting more sour — it's because Republicans have," said Micah Roberts, partner at Public Opinion Strategies, the Republican pollster for the survey. "Since Trump has been president, [Republicans] have held on to a small margin saying that the current economy is either excellent or good. And now that has kind of broken and changed." The survey of 1,000 registered voters nationwide, with a margin of error of plus or minus 3.1%, found Americans preferring Democratic control of Congress by a 52% to 45% margin. The 7 percentage point Democratic edge represents a 3 percentage point gain for Democrats from the July survey. The poll contained other foreboding signs for Republicans as well. It showed 72% of Democrats highly interested in the midterm election on Nov. 3, compared with just 62% of Republicans. Women are 10 percentage points more interested in the election than men, and they prefer Democratic control of Congress by 22 points. Independents prefer Democratic control by a wide 49% to 33% margin. And the majority of survey respondents said Democrats would do a better job than Republicans on many of the issues they singled out as their top concerns, including corruption and the cost of food and gas. Read the full survey results here. In the eight states with competitive Senate races, respondents prefer Democratic congressional control by 4 percentage points. Trump carried those eight states by a combined 10 points in the 2024 presidential election. The survey shows "things moving either away from Republicans or toward Democrats, depending how you want to look at it, in a way that would make me very nervous if I was leading Republican campaigns leading into these last two weeks," said Jay Campbell, partner at Hart Associates, the Democratic pollster for the poll. Despite the economic gloom, Trump's overall approval rating has remained stable, though at just 40% approving and 59% disapproving. His current net approval of -19 percentage points compares with -8 a year ago. More striking is the sharp 9-point drop in the president's net economic approval rating from just the last survey in July. The president's economic approval fell to 34% from 38% in three months and disapproval rose to 65% from 60%. The net -31 economic approval is the lowest of either of Trump's two terms. The 65% disapproval rating is 1 percentage point higher than former President Joe Biden's worst showing and the highest for any president surveyed by CNBC going back to President Barack Obama. Government corruption was identified as the top concern by 36% of respondents, and Democrats hold a 4-point lead on addressing the issue. On the cost of food and groceries, the second-most important issue, the Democratic lead widened to +16 from +7 in the July survey. Democrats also topped Republicans on protecting democracy as well as dealing with the high price of gas. Among those most interested in the election are respondents who identify corruption and protecting democracy as top issues, and they prefer Democratic congressional control by wide margins. Republicans continued to hold a strong advantage on border security and immigration, but the lead on immigration fell to +9 from +15. Democrats, meanwhile, are seen as better at handling the issues of jobs and unemployment and Iran, which flipped from +2 for Republicans to +5 for Democrats. Read more CNBC economics coverage Analysis: Why a $2 trillion deficit and 5% Treasury yields are becoming America’s biggest economic challenge Housing is flashing warning signs just as the Fed weighs more rate hikes Economists: Hot PPI shows Fed’s work is not done How high inflation became a ‘fact of life’ in the U.S. The public continued to be skeptical of the value of the Iran war. The survey found just 46% of the public believe the military action was worth it to disrupt development of Iran's nuclear capabilities, down from a 53% majority in April. And just 35% say the military action was worth it given the rise in the price of gasoline. While the survey showed continued deep divisions by party, there was near unity on the corruption issue. Ninety-three percent said elected officials, including the president and members of Congress, should not be allowed to personally own or trade stocks in individual companies that have contracts with the federal government. And 89% said companies owned by or invested in by a sitting president's immediate family members should not be allowed to receive contracts from the federal government. While corruption was a top issue, prices are clearly top of mind for registered voters. Taken together, concern about the cost of food, gas and housing is the top concern for 57% of respondents. Eighty percent say prices are rising, up 5 percentage points from a year ago, with 55% saying they are rising faster than usual, also up 5 points. The cost of food actually eclipses gas as a greater concern in the survey 34% to 23%. It's a top worry among most major demographic groups but is most elevated among those making $30,000 or less and supporters of the agenda of Democratic Socialists of America. Yet it's also the top issue for those Republicans who don't count themselves as MAGA supporters. Both pollsters were cautious about how extensive Democratic gains could be. Roberts from POS said it's a battle between "the map and momentum." "There are several indications nationally that the electorate is tilting more toward Democrats … but the movement is also fairly concentrated, each party's base is consolidating, and a 'big change' is dependent on Democrats flipping a lot of districts and states that Trump won handily just two years ago," he said. Campbell doesn't see a "realignment" election like in 1994 and 2008, saying, "This looks like a return to the mean—young voters and voters of color returning to the Democratic fold, bolstered by independents being fed up with Trumpenomics." He adds, "At no point did anyone expect that Democratic candidates would suddenly pull 15% of the Republican vote."

CNBC 21 de out. de 2026

UK inflation jumps to 3.5% — cementing rate hike expectations

U.K. inflation rose by a hotter-than-expected 3.5% in the 12 months to September, driven by the surging cost of motor fuels. Economists polled by Reuters had been forecasting an annual inflation rate of 3.4%. September's print marked a continuation of the U.K.'s upward trend for inflation, which came in at 3.1% in August and 2.9% in July. The September reading was the highest annual inflation figure in almost a year. The U.K.'s Office for National Statistics said on Wednesday that the motor fuel inflation rate had hit its highest level since August 2022, when fuel costs surged in the wake of Russia's full-scale invasion of Ukraine. Britain is a net energy importer, making it vulnerable to external energy shocks, such as the U.S.-Iran war and the subsequent struggle to move oil through the Strait of Hormuz. U.K. motor fuel prices surged 29.8% in the year to September, ONS data showed on Wednesday. The British pound was flat against both the euro and the U.S. dollar following the data release, and yields on U.K. government bonds were also little changed. Scott Gardner, investment strategist at J.P. Morgan Personal Investing, said in a note Wednesday morning that recent growth in headline inflation had "undone the progress we saw in the spring." "Bank of England policymakers will be looking beyond the headline figure," he said. "Services inflation, in particular, has accelerated in recent months which will create concern that we are starting to see second round inflationary effects beyond energy prices. While we face a different set of challenges compared to 2021, the prolonged conflict is weighing on the U.K. economy and making the case for a rate hike stronger." Markets are pricing in a 98% chance that the Bank of England raises its key interest rate by 25 basis points to 4% next month, according to LSEG data, with the majority of traders also pricing in a further hike of the same size at the central bank's final meeting of the year in December. Budget headache Wednesday's expected rise in inflation also complicates the fiscal picture for the U.K. government and its finance minister. Chancellor of the Exchequer John Healey is set to unveil his first fiscal shakeup next week during the U.K.'s hotly anticipated Autumn Budget. He is tasked with sticking to the previous government's so-called fiscal rules, which aim to rein in public debt while delivering on promises to soften the blow of surging consumer costs. But separate data published Wednesday showed the U.K.'s national debt was estimated to have exceeded £3 trillion ($4 trillion) in September for the first time. The cost of servicing those debts has risen drastically over the past year, and the British economy is struggling to grow. Healey said in a statement following Wednesday's data release that he would be "maintaining our fiscal discipline" in the budget next week, while working to "drive for growth [and give] businesses and families some breathing space." Suren Thiru, chief economist at the Institute of Chartered Accountants in England and Wales, said in a note Wednesday morning that rising inflation is turning the Autumn Budget into "a perilous high-wire act for the Chancellor." He said surging prices were "increasing pressure for cost-of-living support while pushing up government borrowing costs, which is shrinking fiscal headroom and narrowing his policy options." "With inflation increasing, the pieces are falling firmly into place for a November rate rise," he said. "Policymakers will also be looking to the Chancellor to avoid adding fuel to the inflation fire by delivering a credible, fiscally disciplined Budget."

CNBC 21 de out. de 2026

Car buyers are demanding lower prices and better tech. Automakers must deliver both

Global automakers face an increasingly demanding customer: one who wants both competitive prices and better technology, according to Bain & Company. Tech and features were a leading purchase consideration for 58% of Chinese consumers, ranking ahead of price, the consultancy's latest Global Automotive Consumer Survey found. In the U.S. and Europe, price remained the top consideration, cited by 68% and 62%, respectively. However, that does not mean Chinese buyers have stopped caring about affordability. Intense domestic competition has made low prices an expectation in China, pushing carmakers to stand out through technology and features, Bain executives told CNBC. Competitive price is basically a precondition to be in consideration of the customer.Klaus Strickerleader of Bain's Global Automotive & Mobility practice Stricker expects Western markets to follow, with competitive pricing becoming a baseline and technology playing a bigger role in purchasing decisions. Moreover, growing competition from Chinese manufacturers is expected to intensify pricing pressure in Europe, he added. China’s vehicle exports to Italy more than doubled to 209,258 units in January-August, while U.K. shipments rose about 86% to 365,672, according to customs figures cited by the China Passenger Car Association. Meanwhile, weakening brand loyalty threatens an advantage established manufacturers have relied on for decades. "European manufacturers [have] basically based their business model for decades on brand loyalty," Stricker said, but that allegiance is fading. More than a third of customers in Western markets are open to new brands entering the market, Bain's survey found. Buyers most interested in autonomous-driving technology are also more willing to switch manufacturers for better functionality. Helen Liu, Asia automotive head and partner at Bain, said that younger U.S. and European consumers are closer to Chinese buyers in their openness to technology, adding that Western manufacturers need to "up their game" to retain those customers. But monetizing those features could prove difficult. More on auto news While Stricker said that mass-market buyers often expected advanced driving technology to be included rather than carry a substantial premium, Liu added that those demands leave Chinese and Western manufacturers "climbing different mountains." Emerging Chinese players must build their brand standing, while Western incumbents must strengthen their technology offerings. All players must keep prices competitive. Manufacturers that can close their respective gaps without pricing themselves out of buyers' consideration stand to gain the most as the industry consolidates, according to Bain. – CNBC's Evelyn Cheng contributed to this story.

CNBC 20 de out. de 2026

Housing is flashing warning signs just as the Fed weighs more interest rate hikes

The Federal Reserve's inflation fight is running into a growing complication: The housing market is slumping even as broader price pressures persist. Housing data deteriorated further in September, according to separate reports Tuesday, adding to an already complicated policy landscape for the central bank as it contemplates its next move on interest rates. Things appear poised to get worse before they get better. If the Fed raises short-term rates as expected over the next several months, mortgage rates that are already at 7.43% could push even higher, putting a further damper on affordability. Higher home borrowing costs have coincided with a general rise in inflation and a housing shortage. "The housing market is about to go into a deep sleep unless Washington can do a 180 on its policies and make the cost of a new home more affordable," wrote Chris Rupkey, chief economist at Fwdbonds. "It is not winter yet but housing is going into a deep freeze." The National Association of Realtors reported that pending sales, a forward-looking index that measures home sales under agreement but not completed, hit an all-time low in records that stretch back to 2001. The index slid 7.3% for the month and was off 11.3% from a year ago. The Wall Street estimate was for a decline of just 0.4%. Housing starts, another important metrics when evaluating the state of the market, also posted a decline well outside already-muted expectations Tuesday. Privately owned housing starts fell at a seasonally adjusted annualized rate of 5.2% on the month, against expectations for a decline of just 0.4%, while building permits were off 0.2%, against the Dow Jones consensus outlook for a 2% gain, according to Commerce Department data. Moreover, single-family permits totaled just 845,000, down 4% from August and the lowest number since 2023. "Market conditions weakened in September due to fast-rising mortgage rates," said Lawrence Yun, the NAR's chief economist. "Although job growth and income gains can support home purchases, housing affordability is more affected by changes in mortgage rates." Rising rates weigh on outlook The rate for a 30-year mortgage was above 7% for most of September, ending the month around 7.6%, according to Mortgage News Daily. Five years ago, rates were closer to 3%, feeding into the Covid-era housing boom that saw an explosion in demand and, consequently, prices. Outside of the pending sales number, home builder sentiment is at lows not seen in 14 years. Under some conditions, Fed officials might respond to the housing weakness with easier monetary policy. Lower rates generally help spur demand by lowering borrowing costs. But the Fed has a bigger fight on its hands in its effort to bring inflation under control. Readings last week on consumer and producer prices provided few signs of optimism, with wholesale final demand goods prices rising 2.6%, the fastest pace in a Bureau of Labor Statistics data series going back to December 2009. Fed officials have said they are tracking the inflationary effects of the robust investment in artificial intelligence, which is driving up the cost of chips and electronics. At the same time, they believe that benefits from AI investment could offset weaker sectors of the economy such as housing. However, conditions generally point to a housing market likely to weaken further before stabilizing, Goldman Sachs economist Ronnie Walker said in a client note Monday. "In 2027, we expect the headwind from affordability—reignited by the recent rebound in mortgage rates—to increasingly dominate, weighing further on activity," Walker wrote. "Sustained higher mortgage rates will continue to have their most pronounced impact on housing turnover, and the recent run-up in rates is likely to push existing home sales lower in the coming months." More of the same Several data points tell the story: More than 95% of mortgage borrowers have rates below the prevailing level, and 65% are 2 percentage points below. Goldman forecasts residential investment to decline 2.5%, 4% and 1% respectively, over the coming three quarters, with a possibility for a steeper decline if mortgage rates don't fall. The firm sees single-family starts of just 875,000 in 2027, little changed from this year, while existing sales are forecast at 3.9 million, also about the same as 2026 but notably 26% below pre-Covid 2019 levels. Walker attributed the middling levels as a product of the "lock-in" effect in which it's too expensive for current homeowners to move and take on higher borrowing costs while deteriorating affordability weighs on new construction. "Housing activity has remained rangebound in recent years, capped on the upside by affordability headwinds and buffered on the downside by the longstanding housing shortage," Walker wrote. "In 2027, we expect the headwind from affordability to increasingly dominate, weighing further on activity." Markets expect the Fed to hold benchmark rates steady when it meets next week. However, futures pricing implies a strong chance of a quarter-point hike in December and another in March 2027, according to the CME Group's FedWatch tool. One point of optimism comes from Yun, the NAR economist, who thinks the trend of mortgage costs running ahead of Fed hikes could mean that rates are topping out. "Given that mortgage rates have already risen much more than the Federal Reserve's short-term interest rate hikes, mortgage rates could be topping out," he said. "Buyers and sellers may simply be holding back until mortgage rates move favorably."

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